O árbitro eleitoral mostra o cartão amarelo
O Instituto Nacional Eleitoral (INE) acaba de parar o Movimento Cidadão. A ordem é clara: retirar imediatamente uma mensagem promocional divulgada nas redes sociais. A razão? Poderia constituir calúnia eleitoral contra Morena.
A Comissão de Reclamações e Reclamações tomou a decisão após analisar uma denúncia apresentada pelo guinda. Não é a primeira vez que estas questões surgem, mas cada vez o INE parece mais disposto a agir.
O que dizia o material questionado?
Segundo a entidade, a promoção indicava que Morena teria recebido mais de 8 bilhões de pesos e que não devolveu os recursos prometidos. Para o INE, isto cheira a falsa acusação.
“O conteúdo não verificava informações públicas, como a renúncia parcial ao financiamento feita pelo partido durante a contingência da COVID-19”, explicou o instituto.
Aí está o detalhe. O INE argumenta que o material mistura factos de diferentes períodos. Isto, dizem eles, poderia levar a uma interpretação incorreta da gestão de recursos após 2024.
Por isso aplicaram medidas cautelares e ordenaram sua remoção imediata do Facebook, Instagram e YouTube. Plataformas onde essas batalhas são travadas minuto a minuto.
O curioso é o que aconteceu em paralelo. A mesma Comissão declarou inadmissível um pedido de proteção preventiva no mesmo caso. Eles consideraram que se tratava de eventos futuros e incertos.
E não foi a única ação do dia. Eles também resolveram outra reclamação contra o PRI por uma promoção chamada “Rota de Enriquecimento”. Parece que a temporada de spots polêmicos está a todo vapor.
Cada eleição traz seu próprio catálogo de acusações cruzadas. O interessante será ver se essas decisões dos árbitros mudam a forma como as partes travam as suas guerras nas redes. Ou se simplesmente encontrarão novas formas criativas de ultrapassar os limites.




