IMSS bate recordes históricos em cuidados médicos durante 2025
Esqueça as filas intermináveis e as consultas que nunca chegam. O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) acaba de encerrar um ano que, segundo seus próprios números, poderá marcar uma virada na saúde pública do país. Zoé Robledo Aburto, a diretora geral, publicou no Mañanera del Pueblo dados que pintam um quadro radicalmente diferente do que conhecíamos: 14 milhões de atenções a mais do que em 2024.
A pergunta de um milhão de dólares é: como diabos eles fizeram isso? Não foi mágica. Foi uma combinação explosiva de contratações massivas de pessoal médico, melhorias brutais na infra-estrutura e abertura de novos turnos em unidades em todo o país. Mas os números são o que realmente falam.
A estratégia que mudou o jogo: além de 2-30-100
Tudo girava em torno de uma meta ambiciosa chamada “Estratégia 2-30-100”: 2 milhões de cirurgias, 30 milhões de consultas de especialidade e 100 milhões de consultas de medicina familiar. Bem, o IMSS não só chegou perto, mas em algumas áreas superou-o em muito.
“No IMSS temos um objetivo que é produzir saúde, crescer na capacidade de atendimento para reduzir o tempo de espera sem nunca comprometer a qualidade e segurança do atendimento”, afirmou Robledo durante sua apresentação.
Vamos decompô-lo, porque aqui está o cerne da questão:
- Cirurgias:1,78 milhão foram realizadas em 2025. Isso é 29% a mais do que em 2024 e cobre 90% da meta. Mas o dado mais revelador é a comparação com 2018: um aumento de 60%, revertendo uma tendência descendente que se verificava desde 2002.
- Consultas especializadas: atingiram 98% da meta. 22% a mais que no ano passado e um crescimento acumulado de 48% desde 2018. As estrelas foram medicina interna, traumatologia e cirurgia geral.
- Medicina de família: Aqui eles realmente atingiram o objetivo. Eles relataram 104 milhões de consultas, superando o objetivo em 4% e com um aumento de 21% em comparação com 2018.
O verdadeiro triunfo: menos tempo esperando, mais tempo vivendo
É aqui que tudo faz sentido para as pessoas comuns. Esses números não são apenas estatísticas bonitas para um relatório. Eles se traduziram diretamente em menos dias de sofrimento enquanto se espera por uma operação.
Robledo deixou isso claro com exemplos convincentes:
- Cataratas: Aumento de 25% nas cirurgias. Redução de 12 dias no tempo médio de espera.
- Escada: Aumento de 15%. Redução de 10 dias.
- Quadril: foram realizados 1.397 procedimentos adicionais, 16% a mais. Cada um representa alguém que recuperou a mobilidade.
A fórmula secreta? Turnos noturnos, finais de semana e até noturnos. Esse horário flexível permitiu que 17.591 espaços adicionais fossem habilitados para consultas familiares em todo o México.Mas este não foi um esforço solitário do IMSS central. Na mesma conferência, outros intervenientes importantes mostraram as suas cartas:
- Martí Batres (ISSSTE): Ele relatou ter atingido sua meta anual com mais de 308 mil cirurgias. Sua receita foi prática: melhorar 49 salas cirúrgicas existentes e acrescentar outras 28 novas, além de intensificar os dias cirúrgicos.
“Tanto nas consultas quanto nas cirurgias, uma medida que tomamos nos ajudou, que foi a extensão voluntária dos dias…”, mencionou Batres Guadarrama.
– Alejandro Svarch (IMSS-Wellbeing): Este programa chegou à mesa com mais de 51 milhões de consultas de primeiro nível, superando todas as expectativas. Além disso, assistiram a quase um milhão de cirurgias e a mais de 500 mil partos, todos gratuitos.
Svarch também destacou o projeto emblemático para resolver um dos calcanhares de Aquiles históricos: a escassez de medicamentos. As chamadas Rotas da Saúde entregaram mais de 115 milhões de medicamentos padronizados nos últimos quatro meses do ano.
“Na próxima segunda-feira estaremos distribuindo 13 milhões de medicamentos…”, comentou Svarch ao anunciar um ciclo de fornecimento contínuo.
O fechamento estratégico veio com reforços humanos: a incorporação de 3.293 médicos especialistas e 2.731 enfermeiros e enfermeiras ao sistema.
No final, a mensagem é clara: trata-se de reverter décadas de desinvestimento e de defasagem acumulada pela pandemia. Os novos hospitais (15 inaugurados em 2025), os centros de saúde e a próxima abertura de unidades de alta complexidade em 2026 pintam um futuro onde o acesso à saúde pode deixar de ser uma promessa e tornar-se uma realidade tangível.
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