Hong Kong suspende envios postais para os EUA devido a tarifas abusivas

A tensão comercial aumenta: Hong Kong fecha o seu correio para os EUA numa reviravolta inesperada.

Um golpe postal que abala o comércio global

Numa medida que deixou o mundo em suspense, o governo de Hong Kong ergueu a espada contra o que considera uma injustiça comercial sem precedentes. Esta quarta-feira, com a solenidade de um decreto real, anunciou que o seu correio deixaria de aceitar encomendas destinadas aos Estados Unidos. A razão? Uma guerra comercial desencadeada pela administração de Donald Trump, cujas tarifas protecionistas foram chamadas de “irracionais” e até “intimidantes”.

O comunicado que mudou tudo

Com palavras afiadas como uma lâmina, o governo de Hong Kong declarou: “Hong Kong Post não cobrará as supostas tarifas impostas pelos EUA e suspenderá todas as remessas postais de mercadorias para esse destino.” A medida, com efeito imediato para o correio terrestre, deixou milhares de empresas à beira do abismo, enquanto a empresa corre para entrar em contato com as pessoas afetadas para devolver a postagem e as mercadorias presas no limbo.

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Mas o drama não termina aí. A partir de 27 de abril, até mesmo as remessas aéreas sofrerão o mesmo destino. Os cidadãos que ousarem desafiar esta nova realidade enfrentarão taxas exorbitantes, um tributo imposto pelo que Hong Kong chama de “ações abusivas” de Washington.

O gatilho final foi a eliminação da regra de isenção de impostos ‘minimis’ para pacotes provenientes de Hong Kong, juntamente com um escandaloso aumento tarifário de 120% anunciado por Trump. Uma medida que transformou cada remessa numa batalha campal entre dois gigantes económicos.

O que vem a seguir neste duelo de titãs? Compartilhe esta história e descubra como esta crise postal pode redefinir o comércio internacional. #GuerraComercial

Duplo terremoto sacode Venezuela: mais de 900 mortos

Centenas de mortos e milhares de feridos após dois terremotos consecutivos na costa norte da Venezuela.

Duplo terremoto devastador

Um terremoto duplo incomum atingiu a Venezuela na quarta-feira, com magnitudes de 7,2 e 7,5 com apenas 39 segundos de intervalo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os sismos ocorreram ao longo da falha de San Sebastián, na costa norte do país. O primeiro terremoto localizou-se perto de Morón, cerca de 170 quilómetros a oeste de Caracas, enquanto o segundo, o mais intenso, teve epicentro 16 quilómetros a sudoeste daquela cidade.

As autoridades relataram pelo menos 920 mortes e mais de 3.360 feridos, embora se tema que o número aumente. A região mais afetada é La Guaira, ao norte de Caracas, onde dezenas de edifícios desabaram. A presidente responsável, Delcy Rodríguez, declarou a área um desastre e enviou equipes de resgate. Milhares de famílias passaram a noite em parques, rodovias e espaços abertos. O principal aeroporto de Caracas foi fechado devido a danos, o metrô suspendeu o serviço e o fornecimento de gás e eletricidade foi cortado em algumas áreas.

Ajuda internacional

A comunidade internacional respondeu rapidamente. A Cruz Vermelha Internacional lançou um apelo de emergência de 50 milhões de francos suíços e enviou 17 toneladas de suprimentos do Panamá. Os Estados Unidos contribuíram com 150 milhões de dólares, duas equipes urbanas de busca e resgate, cães especializados e apoio logístico. A União Europeia enviou 520 soldados de oito países, activou o seu serviço de satélite Copernicus e ofereceu imagens geoespaciais.

O Reino Unido destinou 2 milhões de libras, uma equipe de resgate com 68 integrantes e drones. A China prometeu ajuda humanitária de emergência. O Brasil despachou um avião com bombeiros, purificadores de água e equipamentos médicos. A Índia enviou duas aeronaves C-17 com um hospital de campanha e 30 toneladas de suprimentos. A Itália e a Turquia também mobilizaram pessoal e equipamento de resgate.

Situação humanitária

As aulas foram suspensas e as escolas viraram abrigos. Em La Guaira, as famílias instalaram-se em campos de beisebol com lençóis e sacos plásticos. Rodríguez anunciou um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares para hospitais e habitação. A crise sísmica agrava a complexa situação política que o governo enfrenta, no meio de tensões internas e externas.

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Terremotos na Venezuela: cidadãos procuram pessoas desaparecidas nos escombros

Mais de 920 mortos e 51 mil desaparecidos após dois terremotos na Venezuela.

A devastação causada por dois terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 deixou pelo menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos na Venezuela, segundo relatórios oficiais divulgados na sexta-feira. O número de feridos ultrapassa 3.300, enquanto 243 pessoas foram resgatadas com vida.

Os cidadãos fazem a busca com as próprias mãos

Moradores de áreas como La Guaira e Catia La Mar denunciam a escassa presença de equipes de resgate governamentais. Com martelos e ferramentas elétricas, vizinhos tentam remover lajes de concreto de prédios desabados.

“Meu Deus, como vamos tirar todas as pessoas de lá?” murmurou Nazareth Jiménez, que aguarda notícias de seus irmãos e sobrinhos.

Omar Reyes caminhou entre os escombros onde estão enterrados dois de seus filhos: “Estava praticamente sozinho nesta vida”. Ele afirmou que cerca de 20 parentes morreram.

Resposta oficial e ajuda internacional

A presidente interina Delcy Rodríguez garantiu que seu governo está implementando uma resposta total nestes “horários críticos para o resgate”. Anunciou a militarização de La Guaira e a chegada de ajuda humanitária. Até sexta-feira, 861 voluntários internacionais do México, dos Estados Unidos, de El Salvador, da Suíça e da Colômbia trabalhavam no país. A ONU informou que 25 equipes de busca e resgate com 1.000 pessoas estão a caminho.

Porém, os moradores consideram o atendimento insuficiente. Em Catia La Mar foram registrados saques de bens básicos e a população improvisou abrigos em estacionamentos.

Histórias entre os escombros

Yuleidy Cadenas, 28 anos, procura seu filho, sua mãe e seu irmão em uma torre desabada em La Guaira. Sexta-feira foi o aniversário de 12 anos de seu filho.

“Fui até os escombros e disse a eles para gritarem comigo, e não, com ninguém. Só espero que eles os tirem de lá”, disse ele em meio às lágrimas.

A imprensa estatal noticiou momentos de esperança: o resgate de um jovem em Caracas e de uma menina coberta de poeira que saiu de um prédio de 10 andares. “Queremos destacar a força e o desejo de viver desta menina”, disse José Luis Núñez, chefe do grupo de resgate metropolitano.

Impacto na região

A Organização Internacional para as Migrações estima que até 6,76 milhões de pessoas poderão ser afetadas, cerca de 2 milhões só em Caracas. Loyce Pace, da Cruz Vermelha, disse: “As pessoas ainda têm medo de voltar para suas casas”.

O epicentro dos terremotos localizou-se perto de Morón, na costa caribenha, 170 quilômetros a oeste de Caracas. A superficialidade dos movimentos ampliou a destruição, explicou o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil.

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Venezuela aumenta número de mortos em terremotos para 589

589 mortos e 2.980 feridos após os terremotos. La Guaira será militarizada.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, atualizou esta sexta-feira o número de vítimas dos terremotos que atingiram o país. O número de mortos ascende a 589 e há 2.980 feridos, mais do que duplicando o número anterior de 235 mortes. O número deverá aumentar, já que milhares de pessoas continuam desaparecidas.

“Infelizmente, temos agora 589 mortes”, declarou Rodríguez perante autoridades militares e civis. “Iremos salvar as pessoas presas, trabalhamos incansavelmente nesta tarefa”, acrescentou.

La Guaira sob controle militar

O estado costeiro de La Guaira, ao norte de Caracas e próximo do epicentro de ambos os terremotos, será militarizado. É a área mais afetada. Pelo menos 100 edifícios, incluindo arranha-céus residenciais, desabaram na cidade de mesmo nome.

As autoridades intensificaram os esforços de resgate e estão empenhadas em recuperar as áreas devastadas. A situação continua a evoluir à medida que as avaliações progridem. A magnitude dos terramotos causou uma crise humanitária e estão a ser feitos esforços para prestar assistência às pessoas afectadas.

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