Mais um dia normal no México: mensagem sobre drogas incluída
Porque nada diz *”bom dia”* como encontrar um cara pendurado em uma ponte de pedestres como se ele fosse um espantalho pós-moderno. Assim nasceu a rodovia federal Cuernavaca-Taxco, no bairro La Islita, onde um homem sem vida estreou como *performance artística* do crime organizado. A hora? 1h25, porque os traficantes de drogas também sabem que madrugada é o horário nobre para o terror.
A roupa do falecido (e outros detalhes desconfortáveis)
O falecido – porque dizer *”cadáver”* soa muito frio – estava com o look completo: camiseta preta (clássica), calça marrom (seria jeans?) e sapatos combinando (coordenação acima de tudo). Mas o que realmente roubou a cena foi o acessório estrela: fita adesiva no rosto, pois por que mostrar identidade quando você pode ser um mistério envolto em fita adesiva? As mãos amarradas e vestígios de violência completaram o *design sazonal*.
E como todo bom drama precisa de seu roteiro, os autores – presumivelmente uma célula criminosa com pretensão de roteiristas – deixaram sua assinatura: uma mensagem em papelão. O conteúdo? Segredo de Estado (ou segredo de drogas, que é quase a mesma coisa). As autoridades, especialistas na arte de *”não podemos confirmar nem negar”*, limitaram-se a olhar para o pedaço de papel como se fosse um spoiler da Netflix.
O protocolo: selfies forenses e burocracia macabra
Chegou o time dos sonhos: Ministério Público, AIC e SEMEFO, porque isso não é um crime qualquer, é um crime com produção de alto orçamento. Enquanto os especialistas tiravam selfies com o falecido (ok, talvez não, mas provavelmente alguém pensou nisso), o corpo foi baixado com a delicadeza de quem desempacota um móvel da IKEA. Claro, o homem ainda está no top 10 de *”Quem é ele?”*, pois não tem pista de sua identidade. Seqüestrado? Acerto de contas? Crítico de drogas no Yelp? Quem sabe.
A única coisa que fica clara é que a rodovia federal agora é um cenário de filme mórbido e os vizinhos têm um novo tópico para o grupo de WhatsApp: *”Alerta de vizinhos: mais um presente na ponte”*.
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