Momento de glória para o Uruguai!
O piloto de Maldonado, Guillermo Silva, acaba de escrever seu nome nos livros do ciclismo mundial. Ele venceu a segunda etapa do Giro d’Italia e vestiu a camisa rosa. Primeiro uruguaio a conseguir isso? Sim, senhor. E com um final de parar o coração.
“Estou na glória. É apenas a minha segunda etapa no Giro d’Italia e já consegui vencer e até vestir a camisa rosa”, disse Silva, ainda incrédulo.
A etapa, de 221 quilômetros de Burgas a Veliko Tarnovo, na Bulgária, teve de tudo: chuva, fortes quedas e uma corrida louca. Silva, com a ajuda fundamental do companheiro Christian Scaroni, aguentou o empurrão final e venceu o alemão Florian Stork e o italiano Giulio Ciccone. Ele não conseguia acreditar, colocou as mãos na cabeça e até mostrou a língua brincando. É assim que se celebra um sonho.
A queda que mudou tudo
Mas nem tudo foi cor de rosa. Faltando 20 quilômetros, uma curva em uma estrada molhada derrubou cerca de 15 corredores. O britânico Adam Yates ficou com o rosto cheio de sangue e lama, mas continuou. Outros, como o australiano Jay Vine e o espanhol Marc Soler, partiram de ambulância. A corrida foi neutralizada por vários minutos. Difícil, muito difícil.
“Tenho que agradecer ao Christian Scaroni, que me ajudou tanto na perseguição dos líderes quanto na preparação do sprint”, disse o uruguaio. “Acho que nunca esquecerei esse dia.”
Vingegaard, o favorito, já está na corrida
Jonas Vingegaard, o dinamarquês vencedor do Tour e da Vuelta, não caiu e assumiu a liderança do pelotão no final. Ele quer o trigêmeo Grand Tour. Por enquanto, ele está 10 segundos atrás de Silva na classificação geral. O uruguaio lidera com 4 segundos de vantagem sobre Stork e Egan Bernal. Isso promete.
A terceira etapa, este domingo, é praticamente plana: 175 km de Plovdiv a Sófia. Silva terá que defender o rosa. Mas depois do que ele fez, nada parece impossível. Vamos, Uruguai!




