Guerra no Médio Oriente: os migrantes pagam o preço mais alto

Milhares de trabalhadores migrantes estão presos na tempestade da guerra do Golfo.

La tormenta perfecta para los olvidados

La escalada en Oriente Medio no solo mueve tanques y misiles. También arrastra vidas que nadie ve: los millones de trabajadores migrantes que sostienen las economías del Golfo. Y el precio que están pagando es brutal.

El conflicto, que estalló tras los roces entre Estados Unidos, Israel e Irán, ya ha dejado decenas de víctimas entre esta población. Gente que llegó buscando un sueldo mejor, y ahora se encuentra en medio de un infierno.

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Mohammad Abdullah Al Mamun lo sabe bien. Este bangladesí pasó 15 años en Arabia Saudí, mandando dinero a casa, construyendo un futuro. Ahora, su historia es solo un reflejo de lo que viven miles.

“No hay salida fácil. Las fronteras se cierran, los vuelos se cancelan, y ellos quedan atrapados”, me dijo una fuente humanitaria que prefiere no dar su nombre.

Los salarios altos siempre fueron el gancho. Pero el riesgo se ha disparado. Y cuando la guerra escala, los más vulnerables—los que no tienen pasaporte poderoso ni red de apoyo—son los primeros en quedar colgados.

He visto esto antes. En 1991, en 2003. Ciclos que se repiten. La diferencia es que ahora hay más migrantes que nunca en la región, y menos mecanismos de protección.

La pregunta que me hago, y que deberíamos hacernos todos, es: ¿qué pasa con las familias que dependen de esos cheques mensuales? Porque mientras los gobiernos discuten estrategias, hay madres y padres en Bangladesh, Pakistán o Filipinas que no saben si su próximo plato de comida llegará.

Vance relata progresso nas negociações com o Irã na Suíça

Progressos no diálogo entre Washington e Teerão devido à crise no Médio Oriente.

Avanços diplomáticos na Suíça

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as conversações com representantes iranianos no complexo de Bürgenstock, na Suíça, alcançaram progressos relevantes. Segundo Vance, estavam lançadas as bases para um acordo que reduziria as tensões no Médio Oriente.

Durante a reunião – que também incluiu mediadores do Paquistão e do Qatar – foram abordadas duas questões fundamentais: a reabertura do Estreito de Ormuz e o conflito entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.

O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, foi fechado pelo Irão após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Isso disparou os preços internacionais dos combustíveis. Embora alguns navios tenham retomado o trânsito, a rota principal ainda enfrenta riscos de segurança.

Como parte do processo, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença temporária permitindo excepções às sanções relacionadas com o petróleo iraniano. As negociações técnicas continuarão nos próximos 60 dias.

Os mediadores indicaram que houve progresso na manutenção de um cessar-fogo no Líbano, mas persistem divergências sobre o programa nuclear iraniano e outros pontos-chave do acordo que Washington e Teerão procuram finalizar.

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Leão XIV critica a facilidade de financiar as guerras e não a fome

O pontífice alertou para a queda no financiamento da assistência alimentar a partir de 2022.

Chamada do pontífice diante da crise alimentar

O Papa Leão XIV exortou os governos a alocar mais recursos para combater a fome. Durante uma reunião em Roma com o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, destacou que é mais fácil financiar conflitos armados do que garantir alimentos para milhões de pessoas em situações vulneráveis.

O pontífice alertou que os obstáculos políticos e administrativos atrasam a ajuda humanitária. Em contraste, os gastos militares avançam com menos obstáculos. Este paradoxo reflecte uma grave desigualdade nas prioridades globais.

Leão XIV indicou que o financiamento para a assistência alimentar diminuiu consideravelmente desde 2022. Embora as necessidades tenham aumentado devido a conflitos, crises climáticas e problemas económicos, os fundos não cresceram ao mesmo ritmo.

Ele destacou que as recentes contribuições internacionais, como a anunciada pelos Estados Unidos para o PMA, beneficiarão milhões de pessoas. No entanto, sublinhou que ainda existe uma lacuna significativa para cobrir os recursos necessários.

Perante o órgão da ONU, o papa apelou aos líderes mundiais para colocarem a dignidade humana no centro das suas decisões. O fortalecimento da cooperação internacional é fundamental para enfrentar a fome e a desigualdade.

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Explosão em fábrica de gás no Catar deixa 13 mortos

Explosão em terminal de gás no Catar deixa 13 mortos e dezenas de feridos.

Explosão em Ras Laffan: 13 mortos e dezenas de feridos

Uma explosão abalou o terminal de exportação de gás em Ras Laffan, uma das instalações energéticas mais importantes do Qatar. O balanço preliminar é de 13 mortos e dezenas de feridos.

O incidente ocorreu enquanto os trabalhadores tentavam retomar as operações na área. Os trabalhos foram interrompidos após confrontos anteriores relacionados com o conflito entre o Qatar e o Irão.

Detalhes do acidente

A estatal Qatar Energy confirmou que a explosão teve origem na instalação de fornecimento de gás de Barzan. A extensão total dos danos causados ​​pelo incêndio ainda é desconhecida.

Ras Laffan abriga uma das principais plantas de liquefação de gás do mundo. A interrupção das suas operações poderia levar a tensões nos mercados globais de energia, dado que o Qatar é um importante exportador de gás natural.

As autoridades locais estão investigando as causas da explosão. Não está descartado que problemas técnicos ou falhas humanas possam ter contribuído para o incidente.

O acidente contribui para um contexto de instabilidade na região. A guerra com o Irão já tinha afectado a infra-estrutura energética do Qatar, e este novo facto complica a recuperação do sector.

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