Quando o tribunal é o relacionamento
Amor e futebol têm mais em comum do que parece. É o que propõe a peça “O dia em que o México ganhou a Copa do Mundo”, uma encenação que utiliza a linguagem esportiva para explorar a dinâmica do casal.
Carlos Speitzer e Alexa Marín são os protagonistas desta história. Eles interpretam Pablo e Bárbara, um casal que aguarda a assinatura do divórcio. O momento é narrado como se fosse o apito final de um jogo. Dois jornalistas esportivos entraram em cena para contar a história do jogo mais decisivo de suas vidas.
“Todo mundo quer ser quem ganha o jogo e é um pouco isso que acontece nos relacionamentos, até fazerem um exercício de consciência e perceberem que não são inimigos, que estavam apenas treinando, que no jogo tem que ser os dois contra a vida”, disse Speitzer.
A obra é apresentada no La Teatrería. Sua narrativa abrange as Copas do Mundo de futebol desde 1985, usando cada evento esportivo como fio condutor para reviver os momentos-chave do relacionamento. Cartões amarelos, gols e prorrogações tornam-se analogias para conflitos e acordos cotidianos.
Para Speitzer, os relacionamentos são semelhantes a uma guerra ou a um jogo de futebol, onde a comunicação é essencial para que o jogo termine com resultados positivos. Alexa Marín acrescentou que tudo é uma analogia: o que se ouve dos narradores se aplica diretamente à convivência em casal.
A peça convida o público a refletir sobre como, às vezes, os dois lados da quadra esquecem que não são rivais, mas parceiros que enfrentam a vida juntos.




