Giménez Cacho: ‘Crescemos como bifes, com golpes puros’

O ator fala sobre seu novo filme, a luta pelo cinema nacional e os desafios da indústria.

O ator veterano que apostou tudo em seu primeiro filme

Daniel Giménez Cacho é claro sobre isso. Sua frase resume uma carreira e um momento vital: “crescemos como bifes, por golpes puros”. Não é apenas uma metáfora poderosa. É a crónica de sete anos dedicada a Juana, o seu filme de estreia, que lhe custou as poupanças e passou a ser, nas suas próprias palavras, “apoiado” pela mulher.

Aos 64 anos e com mais de três décadas de cinema, ele já viu de tudo. Desde a época em que o México produzia apenas sete filmes por ano até os cortes brutais na cultura. Lembre-se de quando, em 2020, rotularam toda a comunidade artística como “fifis e reacionárias”.

“Nos últimos seis anos não houve nada… Chamaram-nos de reacionários, retiraram os trustes que nos acusavam de corrupção, sem terem provado e nunca foi provado.”

Um passo em frente, mas com muito a fazer

E agora? Ele vê algumas nuances positivas. Comemore a nova Lei do Cinema e do Audiovisual, que obrigará os cinemas a promover filmes mexicanos e reservar uma porcentagem da tela para eles.

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Mas para ele, é apenas um começo. “10% não me parece suficiente… Também não há nada sobre a participação das plataformas”, critica, apontando exemplos como o da França.

Ele aplaude programas que incluem comunidades indígenas, mas faz um alerta direto: “Política sem orçamento é demagogia.” Ele explica que, embora o valor nominal da cultura tenha aumentado este ano, com a inflação ele permanece o mesmo. A mensagem do governo, diz ele, continua triste.

A aposta pessoal: ‘Juana’

Em meio a esse panorama, estreia Juana, thriller sobre uma jornalista e os segredos de um político. Um ano sem atuar para se dedicar somente a isso. Um 2025 complicado, onde as finanças ficaram fracas.

“Tenho minha esposa que me ajuda, que está me apoiando, sou apoiado! (risos). Mas tudo valeu a pena, cresci muito, faria de novo.”

A luta continua. Ele tem um monólogo pronto para agosto. E embora as vacas estejam magras, a sua convicção é mais forte do que nunca. A indústria cinematográfica no México continua a crescer loucamente. E ele não planeja sair do ringue.

Cecilia Tijerina ataca Pedro Sola por dizeres sobre cães

Atriz responde a Sola após comentários polêmicos sobre cachorros.

Cecilia Tijerina, conhecida por sua participação em La rosa de Guadalupe, respondeu duramente aos recentes comentários de Pedro Sola sobre cães. O motorista do Ventaneando indicou que não gostava de vê-los em locais públicos e sugeriu machucá-los.

A atriz lembrou no Facebook que Sola a descreveu como “meio louca” anos atrás, após uma entrevista. Agora, Tijerina se virou: “Prefiro ser ‘meio louca’ do que ser como você”.

“Não é normal ter tanto ódio por seres inocentes que só nos dão amor e querem machucá-los. E você concorda com ele e até te faz rir que ele esteja incitando as pessoas a cometerem um crime”, escreveu ele, em aparente referência a Pati Chapoy, que riu durante o comentário.

Reações nas redes

A publicação acumula quase 4 mil reações e dezenas de comentários. Usuários como Julianna Maldonado achavam que “os cachorros são melhores que eles”. Outra internauta, Patricia McClen, destacou que Sola “se desculpou e se retratou, mas acho que ele fez isso para que não o expulsassem”.

Até agora, nem Sola nem Chapoy emitiram uma resposta pública às declarações de Tijerina. A polêmica reacende o debate sobre o tratamento dispensado aos animais e a responsabilidade das figuras públicas em suas declarações.

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Galileia Montijo: o dia em que o filho lhe pediu para ir com o pai

A motorista revela a dor quando o filho pediu para morar com o pai.

A dor da ausência

Galilea Montijo recorda com tristeza o momento em que o filho Mateo, então com 11 anos, lhe pediu para viver com o pai. O motorista descreve isso como uma sensação de estar “falecido em vida”.

Ela e Fernando Reina se divorciaram em março de 2023, após onze anos de casamento. Desde então, mantêm uma relação cordial em prol do bem-estar do filho, hoje com 12 anos e a caminho de se tornar jogador de futebol profissional.

Mateo mora em Acapulco com o pai; Galileia, na Cidade do México. Embora se vejam com frequência, a ausência deles a afeta profundamente.

Confissões em “Redes Divinas”

No programa em que faz parte, Montijo confessou que não ouvir em casa faz com que se sinta “como um zombie”. Lembrou-se que quando Mateo o abordou, aos 12 anos, disse-lhe que queria ir com o pai. Ela implorou que ele não o fizesse, mas no final ele respeitou a decisão dela.

“As crianças são como ligas: você as larga um pouco e sente que elas se foram, mas a liga sempre volta”, refletiu.

A apresentadora também revelou que se sentiu julgada pela decisão do filho. No entanto, a terapeuta explicou que Mateo procurava acompanhar o pai, que mora sozinho com um dos filhos. “Sinto que Mateo se sentiu responsável por cuidar do pai”, disse ela.

“Para mim, o ninho vazio é terrível. Começou às 11”, acrescentou ela em meio às lágrimas. Ele disse que quando seu filho foi embora, sentiu como se estivesse perdendo a vida. “Eu estava andando como um zumbi”, confessou.

Galilea garante que, apesar da distância, o vínculo entre eles continua forte. “Ele sabe que tem a mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana”, concluiu.

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Moana e Evil Dead, duas faces do verão nos cinemas

A Disney revive um clássico animado enquanto o terror retorna com uma entrega mais intensa.

Duas estreias para públicos opostos

A temporada de verão nos cinemas recebe duas propostas radicalmente diferentes: o retorno de Moana em versão live-action e o novo capítulo da saga Evil Dead. A primeira destina-se ao público familiar; a segunda, aos seguidores do terror mais extremo.

A nova jornada de Moana

Dez anos após sua estreia animada, a Disney revive Moana com um orçamento de 200 milhões de dólares. É dirigido por Thomas Kail e estrelado por Catherine Laga’aia, acompanhada por Dwayne Johnson como Maui, agora em forma física. O filme inclui uma música inédita de Lin-Manuel Miranda intitulada Ao longo do caminho. Johnson observou que o projeto homenageia a cultura do Pacífico e a memória de seu avô.

Evil Dead on Fire: terror desenfreado

No outro extremo, Evil Dead on Fire vem dirigido pelo francês Sébastien Vanicek e com Souheila Yacoub como protagonista. A história segue uma viúva que se refugia com os sogros em uma casa isolada, onde o caos demoníaco se instala. As primeiras críticas descrevem o filme como o filme mais intenso da franquia, com altas doses de violência explícita. Sam Raimi, criador original, participa como produtor.

Ambas as estreias procuram captar públicos muito diferentes, mas partilham o objetivo de marcar o verão no grande ecrã.

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