O cantor que não cala a boca nem com o visto na mão
Germán Montero, aquele cara que canta como se devesse dinheiro, acaba de deixar cair uma verdade incômoda (com estilo, claro): cancelar vistos para artistas regionais mexicanos é como tentar apagar um incêndio florestal com um copo d’água. Spoiler: não funciona.
Enquanto as autoridades brincam de “quem tem mais tempo” com licenças para shows, o ex-integrante da La Arrolladora Banda El Limón deixou claro que os corridos não são os vilões deste filme. Segundo ele, o problema é mais profundo do que um TikTok mal editado: “Estão dizendo ‘vamos levar esses’, mas o drama não está na música, mas sim no que está acontecendo no país.” Em outras palavras, ele basicamente apontou que o governo está usando os artistas como bode expiatório enquanto a violência continua. Quem poderia imaginar?
De Pancho Villa ao TikTok: os corridos não são novidade
Para os ignorantes que acreditam que os corridos nasceram ontem com os narco-tikTokers, Germán lembrou (com aquela paciência de avô que explica memes) que esse gênero conta histórias há mais de um século, desde a Revolução Mexicana até os dramas modernos do Instagram. “Os corridos sempre existiram, desde a época de Pancho Villa”, disse ele, como se dissesse “não invente, isso não é culpa do Bad Bunny.”.
E aqui está o detalhe: enquanto alguns colegas veem seus vistos cancelados como se fossem senhas hackeadas da Netflix, Montero confessou que não teve esses problemas (privilégio de não ter músicas com nomes explícitos?). Mas, inesperadamente, simpatizou com Los Alegres del Barranco, dizendo que investigá-los é como “culpar o microfone pelas notas desafinadas”.
A ironia final: enquanto os políticos falam em censurar as letras, ninguém menciona que a música regional é o cabo de ligação para milhares de migrantes que sentem falta do seu país. “As pessoas esperam um pouco da nossa terra”, disse Germán, lembrando que, afinal, somos todos fãs de algo que nos faz sentir em casa… mesmo que seja uma música sobre caminhões blindados.
Moral? Se vão culpar um gênero musical pela violência, é melhor começarem proibindo o reggaeton dos feriados oficiais. Ah, não espere, eles fazem assim.
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