García Luna recorre da condenação por tráfico de drogas nos EUA.

A defesa do ex-secretário busca anular a decisão histórica, alegando vícios processuais e depoimentos duvidosos que poderiam reabrir o caso.

Uma ex-secretária com memória ruim e apelo previsível

Parece que para Genaro García Luna, o ex-czar da Segurança Pública mexicana, a sentença de 38 anos de prisão e uma multa de dois milhões de dólares pareceu um presente de aniversário um pouco exagerado. Assim, numa atitude que não surpreendeu absolutamente ninguém, ele decidiu contestar a sentença. Um juiz americano teve a audácia de declará-lo culpado em 2024 de colaborar estreitamente com o Cartel de Sinaloa enquanto, ironicamente, liderava a guerra contra o tráfico de drogas durante a administração de Felipe Calderón. Sua defesa, em um plot twist digno de roteiro de novela judicial, pede não apenas a revisão da sentença, mas também a anulação total do julgamento. Eles alegam, é claro, violações graves do devido processo. Porque, claro, quando você é pego com as mãos na massa (ou nos maços de notas), o mais sensato a fazer é dizer que a massa estava contaminada.

A defesa baseia sua artilharia em álibis e testemunhas fantasmas

O recurso, apresentado ao Tribunal de Apelações do Segundo Circuito em Nova York pelo advogado César de Castro, é uma joia de criatividade jurídica. Seu principal argumento: a condenação foi baseada em testemunhos falsos e sem qualquer credibilidade, que o Ministério Público e o Juiz Brian Cogan aceitaram com uma fé que um crente invejaria. De acordo com o documento, estas “irregularidades” (uma bela palavra para “desastre”) arruinaram irreversivelmente o desenvolvimento do julgamento. Quase se pode imaginar a cena: será que as testemunhas não choraram com convicção suficiente?

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O ponto central deste circo é o testemunho de Francisco Cañedo Zavaleta, que se apresentou como ex-agente da mesma secretaria que dirigia o acusado. Este indivíduo afirmou, detalhadamente, ter testemunhado o suposto sequestro de García Luna em 2008 pelo cartel Beltrán Leyva. É aqui que a defesa mostra a sua genialidade: sustenta que existem documentos que colocam a ex-secretária num hospital na data e hora do alegado incidente. Além disso, afirmam possuir registros que comprovam que a referida testemunha sequer trabalhava no órgão na época. Ou seja, ou a testemunha é um mentiroso com imaginação transbordante, ou García Luna tem um sósia que anda pelos hospitais enquanto é sequestrado. As possibilidades são tão absurdas quanto o próprio caso.

O contexto: um precedente ou um último ato de desespero?

Este apelo não ocorre no vácuo. Faz parte de um escrutínio crescente dos processos judiciais ligados ao crime organizado, onde as acusações de irregularidades são comuns. A estratégia é clara: se conseguirem semear uma dúvida razoável (ou mesmo uma dúvida maluca), poderão abrir um precedente que repercutirá em casos futuros. É o clássico “se eu cair, deixe o sistema tremer”. O problema para o ex-funcionário é que a montanha de provas contra ele é menos uma colina e mais uma cordilheira. Mas quem não tentaria salvar-se de quase quatro décadas atrás das grades com um argumento técnico e um álibi médico?

No final, este episódio é um lembrete sarcástico de como a justiça, especialmente em casos de corrupção de alto nível e tráfico de drogas, se torna uma luta entre narrativas. Por um lado, a contundência de uma sentença histórica; de outro, a desesperada luta jurídica de um condenado que joga suas últimas cartas. A pergunta retórica que paira no ar é: alguém realmente acredita que um cara acusado de fazer acordos com os patrões mais sanguinários do país era um funcionário pobre e incompreendido que passava as tardes no hospital?

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Parque Fundidora endurece medidas após distúrbios na Fan Fest

Autoridades fecham acesso e alertam sobre arrombamentos após incidentes no Monterrey Fan Fest.

Incidentes na Fan Fest geram advertência legal

A Administração do Parque Fundidora informou que quem entrar sem autorização poderá ser colocado à disposição das autoridades por invasão de propriedade privada. A medida ocorre após os distúrbios registrados durante a transmissão da partida entre México e Equador.

Na noite de terça-feira, a área da Fan Fest atingiu sua capacidade uma hora e meia antes do início do evento. Dada a saturação, elementos da Guarda Nacional e da Força Civil fecharam o acesso ao parque.

Reações e uso de gases irritantes

Centenas de torcedores que ficaram de fora demonstraram sua insatisfação. Alguns tentaram forçar a abertura dos portões; Outros pularam as cercas metálicas do Parque Fundidora e do Paseo Santa Lucía para tentar entrar.

Para conter a situação, as forças de segurança utilizaram gás irritante. Houve momentos de tensão e confrontos entre policiais e auxiliares. Vídeos divulgados nas redes mostram empurrões e pessoas correndo no entorno.

A Administração do Parque reiterou que o acesso deverá ser apenas através de entradas autorizadas e respeitando a lotação. Qualquer entrada irregular pode acarretar consequências jurídicas.

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Wrestling conquista a Copa do Mundo no México

Turistas de todo o mundo se entregam à magia da luta livre durante a Copa do Mundo.

Um clássico mexicano em tempos de futebol

Aparece em todos os lugares: nos estádios, nas comemorações, tomando uma cerveja nos bares. O lutador anônimo mascarado se tornou uma das imagens emblemáticas da Copa do Mundo do México. A luta livre mexicana encontrou uma nova vitrine na arena do futebol.

Viajantes de todo o mundo têm-se rendido a este desporto que, a par do futebol, lidera as paixões nacionais. Dentro das arenas, eles esquecem a febre da Copa do Mundo por algumas horas para viver uma noite única.

Como é vivenciada a luta livre no contexto da Copa do Mundo?

Enquanto a Espanha enfrentava o Uruguai em Guadalajara, dezenas de milhares de fãs assistiram a outro espetáculo: Místico e Máscara Dorada contra The Bestia Mortos e Sammy Guevara na icônica Arena México, conhecida como a catedral da luta livre.

“Foi simplesmente fantástico, nós realmente gostamos”, disse Andy Winston, natural de Manchester, que visitou as três sedes da Copa do Mundo com sua família. “Você não pode vir para o México e não vir para a luta livre. É uma grande tradição, um clássico.”

Nas arquibancadas, os torcedores apoiaram seus favoritos vestindo camisas de seleções como Inglaterra, Japão, Brasil, Colômbia e México.

“Foi uma noite maravilhosa, muito melhor do que eu imaginava”, disse o brasileiro Henrique Nunes dos Santos. “Você se conecta de uma forma que parece que tudo é real… há uma energia gigantesca.”

A identidade de um país

As origens da luta livre mexicana remontam ao início do século XX. Seu estilo combina técnicas da luta livre americana e da luta greco-romana com acrobacias aéreas. Foi declarado patrimônio cultural da Cidade do México em 2018.

“A luta livre está em nossas raízes. Há quase 93 anos de história ela faz parte de nós, mexicanos, e também se tornou uma carta de apresentação”, explicou Julio César Rivera, porta-voz do World Wrestling Council (CMLL).

O espetáculo combina esporte, teatro e tradição. As máscaras vibrantes e coloridas representam super-heróis, animais ou figuras simbólicas. Cada um é projetado para transmitir uma linguagem visual única.

“Wrestling é minha vida”, disse Star Black, um lutador de 30 anos. “Comecei a me apaixonar pelas máscaras, pelas capas, pelos vôos, pelos cenários e um dia tomei a decisão de treinar.”

Os altos preços em outros locais de torneio tornaram o México um destino popular para turistas, segundo José Ángel Garfias Frías, especialista em luta livre da UNAM. “As arenas estão muito mais lotadas e vemos muitos turistas vestindo camisetas de seus times”, disse.

Embora a FIFA tenha proibido o uso de máscaras nos estádios por questões de segurança, muitos torcedores as usaram fora de casa. “A luta livre é o México. Faz parte da nossa identidade e é tão popular quanto o futebol”, disse Claudio Díaz, um dos mascarados presentes nas comemorações.

Para alguns, o wrestling representa melhor o país. “Sinto que o futebol não representa tanto a nós, mexicanos; a luta livre nos representa mais”, disse o lutador Legendary Dragon. “Aqui vem de todos os tipos de classes sociais: da avó ao empresário”.

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Prazo para cadastro obrigatório de celular foi prorrogado

O CRT definiu novas datas com base no último dígito do número. Quem não cadastrar sua linha poderá perder o serviço.

Novo calendário devido ao encerramento do número

A Comissão Reguladora de Telecomunicações (CRT) oficializou a prorrogação do Registro Celular Obrigatório. O prazo agora dependerá do último dígito de cada linha.

A medida foi publicada no Diário Oficial da Federação (DOF). Aplica-se tanto ao pré-pago quanto ao pós-pago. A CRT explicou que um número significativo de linhas ainda não foi cadastrado.

O calendário escalonado começa em 15 de agosto e termina em 31 de dezembro. Se sua linha terminar em 0, o prazo expira em 15 de agosto.

Para a conclusão 4, a data máxima é 15 de outubro. As linhas que terminam em 5 poderão fazê-lo até 31 de outubro. As que concluem em 6 terão até 15 de novembro. Para a conclusão 7, o prazo é 30 de novembro.

O que acontece se você não se registrar

A CRT alertou que esta será a única prorrogação. Após o prazo, as companhias telefônicas suspenderão a linha por até 72 horas. Apenas as chamadas de emergência e a recepção de alertas nacionais, como sismos, permanecerão activas. O acesso aos dados móveis também será perdido; Os usuários só poderão usar mensagens se estiverem conectados a uma rede Wi-Fi.

A organização indicou que o objetivo é combater fraudes e outras atividades ilícitas cometidas a partir de linhas anônimas. Com esta medida, o México adere a uma prática implementada em 166 países.

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