Promotoria de Veracruz investiga todas as linhas de assassinato de jornalista

As autoridades iniciam uma investigação exaustiva após o ataque fatal ao comunicador, explorando todas as hipóteses possíveis para esclarecer os factos.

Investigação abrangente sobre o homicídio de um comunicador

A Procuradoria Geral do Estado de Veracruz, sob a direção de Lisbeth Aurelia Jiménez Aguirre, iniciou uma investigação meticulosa após o assassinato do jornalista policial Carlos Ramírez Castro. O crime ocorreu na tarde de quinta-feira no município de Poza Rica, onde o repórter foi agredido com arma de fogo. O chefe da instituição ministerial foi enfático ao declarar que nenhuma linha de investigação está descartada, garantindo que as investigações sejam realizadas com estrita observância da legalidade, do devido processo e do respeito aos direitos fundamentais. Esta abordagem abrangente sublinha a seriedade com que as autoridades estatais estão a abordar um caso que ataca diretamente a liberdade de imprensa e a segurança dos profissionais da informação.

Ações Imediatas e Coordenação Institucional

A resposta institucional foi ativada imediatamente. Através da Procuradoria Regional de Tuxpan, foi aberta uma pasta de investigação dos acontecimentos ocorridos no bairro Cazones. Uma equipa composta por procuradores, peritos e agentes da Polícia Ministerial foi encarregada de realizar investigações no terreno e recolher todas as provas forenses e testemunhais necessárias. Paralelamente, e dada a natureza do crime, foi instaurada uma investigação complementar na Procuradoria Especializada em Crimes Contra a Liberdade de Expressão, cujo pessoal se deslocou ao local dos factos para supervisionar e auxiliar nas investigações.

RelacionadoDois envolvidos em ataque a jornalista de Mexicali vão para prisão

A coordenação interinstitucional é um pilar desta pesquisa. O promotor Jiménez Aguirre confirmou que se mantém estreita comunicação e colaboração com órgãos federais, incluindo a Procuradoria-Geral da República (FGR) e a Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão, bem como com a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Esta coordenação procura aproveitar todas as capacidades técnicas e jurisdicionais para encontrar os responsáveis. A procuradora reiterou o seu compromisso com os cidadãos e, especificamente, com a proteção da prática jornalística, prometendo que as investigações continuarão até que os factos sejam totalmente esclarecidos.

Contexto do ataque e antecedentes da vítima

O ataque foi perpetrado no interior do restaurante-bar Troguebirria, estabelecimento de propriedade familiar do comunicador. Ramírez Castro esteve no local após um período de ausência na cidade, o que acrescenta um elemento contextual significativo à investigação. Uma informação crucial, fornecida pelo governo federal, revela que o jornalista havia solicitado e obtido medidas de proteção da Comissão Estadual de Cuidado e Proteção aos Jornalistas (CEAPP) em 2024. Porém, segundo relatos oficiais, o comunicador decidiu posteriormente abandonar o referido esquema de segurança e deixar o estado, fator que será analisado em profundidade para entender a sequência de acontecimentos e possíveis ameaças.

Este caso faz parte de um padrão nacional de violência contra a imprensa, particularmente agudo para aqueles que cobrem a origem de notas vermelhas ou eventos policiais. A metodologia da pesquisa, que inclui todas as hipóteses – desde ameaças relacionadas ao seu trabalho jornalístico até conflitos pessoais ou criminais – reflete uma tentativa de não pré-julgar e de seguir rigorosamente as evidências. A análise aprofundada dos antecedentes, dos movimentos da vítima e do modus operandi do ataque são essenciais para construir uma linha causal que leve à identificação e captura dos autores intelectuais e materiais. A conclusão tirada das declarações oficiais é um reconhecimento tácito da complexidade do crime e da necessidade de um procedimento impecável para alcançar a justiça, não só para a vítima, mas para o direito à informação de toda a sociedade.

Compartilhe esta análise para tornar visível a importância de proteger a liberdade de expressão e explorar mais conteúdos relacionados à segurança dos jornalistas em nossa plataforma.

Debandada em comemoração no México: dois mortos

Duas pessoas morreram asfixiadas durante a debandada no Anjo da Independência após a vitória do México contra o Equador.

O caos estourou quando centenas de torcedores avançaram simultaneamente em direção à área do banheiro, enquanto outros tentavam sair do Anjo da Independência. O saldo: dois mortos e vários feridos.

Jesús Góngora, testemunha e trabalhador do banheiro portátil, contou o que aconteceu:

“Havia aproximadamente 200 pessoas, todas umas em cima das outras, todas umas em cima das outras! E o resto da multidão continuava pisando nelas.”

A debandada durou cerca de 40 minutos. Góngora ouviu gritos de crianças e mulheres pedindo ajuda. Uma jovem e um homem foram levados para um hospital, onde foi relatada a sua morte posterior.

“Desde que o México venceu, as pessoas enlouqueceram… eles se lançaram com tudo em direção aos banheiros e, como resultado, esmagaram as pessoas, houve muitos feridos.”

Segundo a testemunha, os primeiros paramédicos chegaram 45 minutos após o incidente. Por volta das 10h30 da noite, centenas de pessoas queriam sair do Anjo enquanto outras tentavam entrar, criando tumultos na rua Río Tíber. Na altura do rio Volga, foram registrados empurrões. Comerciantes e torcedores formaram uma corrente humana para conter a multidão.

O incidente destaca a falta de medidas de controle em reuniões de massa. As autoridades ainda não emitiram um relatório oficial detalhado.

Continuar lendo

Claudia Sheinbaum: T-MEC não acaba, só se revisa

O presidente descartou o fim do tratado e explicou o processo de revisão anual.

Sheinbaum tira dúvidas sobre o T-MEC

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o acordo comercial com os Estados Unidos e o Canadá continua em vigor. A revisão planejada não implica seu encerramento, disse ele.

“O México tem feito tudo da sua parte, sempre com os limites óbvios para garantir o desenvolvimento do nosso país, dos empregos e das empresas; sempre sem abrir mão de coisas que não podemos abrir mão, desde a soberania até outras medidas.”

Se os Estados Unidos não manifestarem por escrito a intenção de prorrogar o USMCA por mais 16 anos, o acordo continuará pelos próximos dez anos. Inicia-se então um processo de revisão anual.

Sheinbaum lembrou que Washington já impôs tarifas sobre veículos, aço e alumínio além do tratado. Ele considerou viável buscar melhores condições na revisão.

Ele ressaltou que os três países podem competir melhor se trabalharem juntos. O tratado beneficia a população americana porque reduz os preços, e o México porque gera empregos. Também melhora o acesso aos bens nas três nações.

“Amanhã o secretário da Economia vem falar sobre o que foi discutido hoje. Não é que o tratado vá acabar, longe disso.”

A reunião virtual desta quinta-feira inclui o secretário Marcelo Ebrard, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e o ministro canadense do Comércio, Dominic LeBlanc.

Detalhes do processo

O T-MEC foi assinado há seis anos. A lei estipula a sua conclusão após 16 anos de vigência, ou seja, em 2036. Estabelece também uma revisão conjunta no sexto aniversário, onde as partes confirmam por escrito se pretendem prolongar mais 16 anos. Caso contrário, são realizadas revisões anuais.

“Hoje não é o prazo final. Se a carta não for enviada pelos EUA, o tratado é mantido por 10 anos, apenas com revisão anual. Em cinco meses ou três anos as partes podem decidir prorrogá-lo.”

Continuar lendo

Crimes de alto impacto caíram 53% desde 2018, informa Governo

Relatório oficial atribui a redução à participação das Forças Armadas na segurança pública.

Principais números

O Governo do México informou uma queda de 53% na média diária de crimes de alto impacto desde 2018. O número passou de 969,4 para 455,8 casos por dia, segundo o Sétimo Relatório Semestral das Forças Armadas Permanentes em Tarefas de Apoio à Segurança Pública.

O documento, entregue à Comissão Permanente, destaca a intervenção do Exército, da Aeronáutica e da Marinha como factor central. Os dados mostram também uma redução de 40% nas vítimas de homicídio doloso entre setembro de 2024 e abril de 2026: de quase 83 para 49 por dia.

Durante os primeiros quatro meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, diminuíram o feminicídio, a extorsão, o sequestro para resgate, as lesões dolosas com arma de fogo, os roubos com violência e o roubo a transportador. O roubo de veículos caiu 56,5% em relação a 2018.

Implantação militar

A Secretaria de Defesa Nacional deslocou 45.247 militares entre novembro de 2025 e maio de 2026 em entidades com alta incidência de homicídios e violência. Mais de dois mil soldados foram enviados a Jalisco após a prisão e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. As operações também foram reforçadas na fronteira norte e em Michoacán.

A Marinha Mexicana ampliou sua presença com 3.742 elementos em 18 estados para vigilância e prevenção do crime. Além disso, alocou mais de 2.000 soldados para proteger 218 instalações estratégicas nos sectores energético e financeiro.

Em 2026, a Defesa Nacional contava com um orçamento de 170.753 milhões de pesos; 28,867 milhões foram destinados à segurança pública. O Secretário da Marinha recebeu mais de 3.477 milhões de pesos para tarefas de apoio.

O governo federal garantiu que a atuação militar seja mantida sob os princípios constitucionais: extraordinária, regulamentada, fiscalizada, subordinada e complementar às autoridades civis, com respeito aos direitos humanos. O relatório conclui que a participação das Forças Armadas continuará como eixo central da estratégia de segurança nacional.

Continuar lendo