O adeus (não tão sincero) do famoso promotor
Ah, surpresa! Rosendo Gómez Piedra, o promotor que liderou o caso Ayotzinapa durante quase três anos (sim, aquele que permanece sem solução desde 2014), decidiu que era hora de pendurar o manto. Razão? Uma combinação explosiva de denúncias de irregularidades, críticas dos familiares dos 43 estudantes normais e, claro, a sua brilhante declaração em Maio de que a busca se concentrava em encontrar “cadáveres”. Nada como um pouco de tato, certo?
O revezamento: outro nome na lista interminável
Para substituir Gómez Piedra, entra em cena Mauricio Pazarán Álvarez, ex-colaborador de Ernestina Godoy. Porque, claro, o que este caso precisava era de mais rotação dos procuradores. Pazarán já teve o prazer de conhecer os familiares, então pelo menos sabe em que encrenca está se metendo. Conseguirá ele o que os seus antecessores não conseguiram? As apostas estão abertas.
Lembremos que o agora ex-procurador chegou em 2022 para substituir Omar Gómez Trejo, que também renunciou. Padrão recorrente, certo? Parece que esta posição tem a mesma estabilidade que um castelo de cartas num terremoto.
Sheinbaum e a arte da diplomacia forçada
A presidente Claudia Sheinbaum, numa demonstração de evasão sutil, admitiu em maio que a possibilidade de mudança de promotor estava “analisada”. Qual é, os pais dos normalistas estavam exigindo a cabeça dela e ela tentava ganhar tempo. “Estamos vendo se é necessário ou não”, disse ele, como se não fosse óbvio. Claro, ele prometeu que, caso houvesse mudança, o novo procurador seria escolhido “em consenso” com as famílias. Porque até agora, o consenso funcionou tão bem quanto um guarda-chuva num furacão.
A cereja do bolo: a frase que o afundou
O momento culminante de Gómez Piedra foi sua declaração sobre a procura de “cadáveres”, que deixou parentes mais indignados do que um vegano em um açougue. Ninguém realmente te explicou que existem assuntos que exigem um mínimo de delicadeza? Com esse currículo, talvez seu próximo trabalho seja relações públicas em uma funerária.
Enquanto isso, o caso permanece no limbo, os familiares ainda aguardam respostas e o novo procurador terá de lidar com um legado de frustração e desconfiança. Alguém mais acha que isso parece um episódio de O Ministério do Tempo, mas sem a parte divertida?
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