O vice-almirante Manuel Roberto Farías Laguna enviou uma oitava carta à presidente Claudia Sheinbaum. Na carta, datada de 4 de julho de 2026, sustenta que a falta de informação sobre seu processo viola sua presunção de inocência.
“Isso gera um efeito corruptor que prejudica o devido processo e obstrui a justiça”, afirma o documento.
A reclamação do vice-almirante
Farías Laguna afirmou que as acusações se baseiam em um vídeo anônimo do YouTube, sem metadados, e em depoimentos de uma testemunha colaboradora que busca benefícios processuais. Desde novembro de 2025, solicitou atos investigativos ao Secretário da Marinha para demonstrar que nunca ocupou cargos relacionados à nomeação de pessoal na alfândega marítima.
O comando naval acusou a instituição de reservar essas informações sob o argumento da Segurança Nacional de forma unilateral e ilegal. Salientou que aos demais servidores públicos são garantidos os seus direitos fundamentais e a proteção da sua inocência.
A chamada para o presidente
Farías, que está preso há 10 meses na prisão de Altiplano, afirmou que Sheinbaum foi mal informada e que as suas declarações nas conferências matinais são contrárias à realidade. Ele pediu ao presidente que apelasse ao fim da obstrução da justiça e garantisse o Estado de direito para todos os cidadãos de forma igual.
O militar, com mais de 33 anos de serviço ininterrupto, busca ter seu caso resolvido com transparência e sem bloqueios de informações.




