Famílias de vítimas de tiros no Canadá processam a OpenAI por não avisar sobre o atirador

Famílias processam a OpenAI por não avisar sobre o atirador Tumbler Ridge.

O silêncio da máquina que custou vidas

As famílias das vítimas do tiroteio na escola em Tumbler Ridge, nas Montanhas Rochosas canadenses, levaram a OpenAI aos tribunais federais dos EUA. A acusação é simples, mas devastadora: o criador do ChatGPT sabia que o atirador planejava violência e não avisou a polícia.

Maya Gebala, 12 anos, sobreviveu com ferimentos graves. O processo, aberto na quarta-feira, é apenas o primeiro de uma dúzia que as famílias estão planejando. Alegam morte por negligência e produto com defeito.

“As decisões tomadas pela OpenAI e Sam Altman destruíram a cidade”, disse o advogado Jay Edelson. “As pessoas são resilientes, mas isso é inimaginável.”

Altman pediu desculpas na semana passada em uma carta à comunidade. Mas para as famílias, as palavras chegam tarde.

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O que aconteceu

Em 10 de fevereiro, o agressor matou a mãe e o meio-irmão em casa e depois abriu fogo na escola. Cinco crianças, um trabalhador educacional morto. 25 feridos. O tiroteio em massa mais mortal do Canadá em anos.

A OpenAI sabia desde junho passado que o relato do atirador falava de violência contra outras pessoas. A empresa baniu a conta, mas não ligou para a Polícia Montada Real Canadense. Eles disseram que “não atingiu o limite”.

“As vítimas não descobriram porque a OpenAI era transparente, mas porque seus próprios funcionários vazaram as informações para o The Wall Street Journal”, alega o processo.

O padrão que preocupa

Edelson, advogado que já enfrenta casos semelhantes – incluindo o de uma adolescente que cometeu suicídio após falar com o ChatGPT e o de uma mulher de 83 anos assassinada pelo filho – argumenta que esta não é uma tecnologia passiva.

“Em pessoas com doenças mentais, o chatbot valida o que dizem e amplifica-o”, explicou.

A OpenAI respondeu com uma declaração: “Temos uma política de tolerância zero em relação ao uso de nossas ferramentas para auxiliar no cometimento de violência”. Afirmaram ter reforçado as salvaguardas, melhorando as respostas aos sinais de perigo e a detecção de reincidentes.

O custo humano

Edelson visitou Tumbler Ridge na semana passada. Ele se reuniu com famílias no porão de um centro de visitantes. Ele também atendeu Maya em um hospital infantil em Vancouver.

“Foi de partir o coração”, disse ele.

Os processos representam as famílias de Zoey Benoit, Abel Mwansa Jr., Ticaria “Tiki” Lampert, Kylie Smith (todos os 12), Ezekiel Schofield (13) e a assistente educacional Shannda Aviugana-Durand.

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, classificou o pedido de desculpas de Altman como “necessário, mas totalmente insuficiente”.

O processo de Gebala pede uma ordem judicial que obrigue a OpenAI a banir usuários de contas desativadas por uso indevido e alertar as autoridades quando identificarem um “risco real de violência no mundo real”.

O caso transita entre os tribunais canadenses e norte-americanos, mas os advogados buscam centralizá-lo em São Francisco, onde a OpenAI está sediada. A questão que permanece: quantas vidas mais terão de ser perdidas antes que a indústria tecnológica leve isto a sério?

Cachorra Laila é resgatada 29 dias após terremotos na Venezuela

Um cachorro sobreviveu 29 dias sob os escombros em La Guaira após os terremotos de junho.

Resgate de Laila

Um mês após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram a Venezuela em 24 de junho, uma descoberta inesperada chocou as redes. Uma cadela da raça poodle chamada Laila foi encontrada viva sob os escombros na cidade de La Guaira, onde permaneceu presa por 29 dias.

O vídeo, divulgado pela “Topos Orientales A.C.” brigada de resgate, mostra os brigadistas ressuscitando o animal, oferecendo-lhe água de uma garrafa. Entre os presentes você ouve:

“Que milagre meu Deus”

A cadela, embora desidratada e desnutrida, estava consciente e conseguiu beber sozinha. A equipe descreveu o evento como um sinal de esperança em meio à tragédia.

Números oficiais

De acordo com o último relatório do governo, os terremotos deixaram pelo menos 5.398 mortos e 16.740 feridos. Cerca de 859 edifícios foram danificados; 190 entrou em colapso. Mais de 17.900 pessoas perderam suas casas e permanecem em 107 campos em La Guaira, Caracas e Miranda.

O resgate de Laila tem sido visto como um símbolo de resiliência, à medida que centenas de famílias continuam a escavar os escombros na esperança de encontrar os seus entes queridos.

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EUA enviarão delegação ao Brasil para questionar voto eletrônico

Dois funcionários do Departamento de Estado viajarão a Brasília para revisar o sistema de urna eletrônica.

O governo de Donald Trump se prepara para enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília. O objetivo: questionar a confiabilidade do sistema de votação eletrônica brasileiro, a pouco mais de dois meses das eleições presidenciais de 4 de outubro.

Missão dos Estados Unidos

A informação foi publicada pelo The Washington Post, que cita fontes americanas e brasileiras. A delegação seria composta por Riley M. Barnes, vice-secretário, e Samuel Samson, vice-secretário adjunto. Segundo o jornal, ambos pretendem reunir-se com críticos do sistema de urna electrónica e recolher informações para elaborar um relatório que põe em causa a fiabilidade do mecanismo de votação.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva considera a iniciativa uma tentativa de interferir no processo eleitoral. Ele garantiu que agirá para evitar qualquer efeito nas eleições. Dois importantes diplomatas brasileiros descreveram a missão como:

“Completamente incompatível com a democracia brasileira”

E afirmaram que o Executivo protegerá a integridade do processo.

Reação e contexto

O Departamento de Estado confirmou a viagem, mas evitou responder ao objetivo ou a eventuais questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A missão ocorre em meio às tensões entre Washington e Brasília, agravadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e pelo processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pela suposta tentativa de impedir a posse de Lula após as eleições de 2022.

Nos últimos dias, Flavio Bolsonaro – candidato presidencial e filho do ex-presidente – questionou mais uma vez a confiabilidade das urnas eletrônicas. Ele voltou às denúncias que já foram rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As eleições colocarão o atual presidente Lula, que busca um novo mandato, contra Flávio Bolsonaro. A campanha é dominada pela polarização e pelas disputas pela transparência do processo. O sistema de votação eletrônica continua a contar com o apoio do TSE e de observadores internacionais, que até o momento não detectaram indícios de fraude.

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Trump critica jornalistas e opositores em jantar de correspondentes

Trump atacou 'notícias falsas' e políticos da oposição diante de 700 participantes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou o jantar dos correspondentes em Nova Iorque para lançar críticas à imprensa e aos seus adversários políticos. O evento foi realizado no hotel Waldorf Astoria, três meses depois de uma suposta tentativa de ataque a Trump ter forçado a sua suspensão.

Críticas à imprensa e à oposição

Diante de cerca de 700 pessoas, Trump adotou um tom mais leve do que o esperado, embora não tenha deixado de se referir a “notícias falsas”. Entre piadas, ele afirmou ter vencido três vezes as eleições, repetindo a teoria da fraude em 2020 que nunca conseguiu comprovar.

“Eles não têm ideia de quão sortudos são. Quando eu partir, eles irão à falência. Seu modelo de negócios acabará. Não haverá ninguém a quem reportar. Ninguém se importa com mais ninguém”, disse o presidente.

As declarações surgem num contexto de tensão entre a Casa Branca e os meios de comunicação, que Trump descreveu repetidamente como “inimigos do povo”. Durante seu discurso, ele também criticou os políticos democratas e descreveu alguns oponentes republicanos como “desleais”.

O discurso, embora com um tom menos conflituoso do que em ocasiões anteriores, deixou claro que Trump mantém a sua estratégia de desacreditar a imprensa independente e aqueles que se opõem à sua agenda política.

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