A resposta do CJNG: uma bomba e um oficial morto
O capitão Leonel Cardoso Gómez não coordenará mais a segurança nas estradas de Aguascalientes. Sua vida terminou no domingo em San Juan de los Lagos, Jalisco, quando um veículo abandonado explodiu quando ele se aproximou para inspecioná-lo.
A versão oficial diz que ele participou das operações após a morte do líder criminoso conhecido como “El Mencho”. Três de seus companheiros ficaram feridos.
“Elementos da Guarda Nacional detectaram um caminhão suspeito abandonado; quando Cardoso se aproximou para inspecioná-lo, a carga explosiva detonou”
E aí vem o padrão que todo mundo parece esquecer a cada seis meses. Um líder cai e sua organização responde com fogo e fúria para mostrar que ainda está no comando. Bloqueios, ataques, incêndios… e agora, carros-bomba.
A memória institucional é mais curta que um tweet. Quantas vezes já vimos esse mesmo filme? A promessa é sempre “fortalecer a segurança”, mas o roteiro se repete: escalada de violência, declarações firmes e depois… silêncio até o próximo capítulo.
Enquanto isso, um coordenador a menos, três guardas nacionais feridos e uma pergunta incômoda pairando no ar: o que vem a seguir neste ciclo que já conhecemos muito bem?




