Europol desmantela rede de propaganda digital do Irão em 19 países

A Europol fecha a principal conta da Guarda Revolucionária Iraniana em X, com mais de 150 mil seguidores.

Operação internacional contra a propaganda digital iraniana

A agência europeia Europol coordenou uma operação sem precedentes contra a propaganda digital da Guarda Revolucionária do Irão, designada como organização terrorista pela União Europeia desde fevereiro. A operação contou com a participação de 19 países, entre eles Espanha, Estados Unidos e Ucrânia.

O resultado foi esmagador: milhares de publicações e contas utilizadas para difundir mensagens extremistas foram bloqueadas. Em território europeu, principal conta da Guarda Revolucionária na rede social

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A Europol informou que mais de 14.200 publicações ligadas ao grupo foram excluídas ou permanecem sob investigação para remoção de diferentes plataformas digitais. A operação não se limitou ao encerramento de contas: incluiu a análise e remoção de conteúdos que promovem o terrorismo e a radicalização online.

Este esforço reflete a crescente preocupação internacional com a propaganda extremista no ambiente digital. A colaboração entre os países foi fundamental para contrariar a sua propagação de forma coordenada.

Rússia apaga a identidade de crianças ucranianas para transformá-las em soldados

OSCE documenta o sistema russo de doutrinação e militarização de crianças ucranianas deportadas.

Uma missão independente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) documentou um sistema russo concebido para apagar a identidade nacional das crianças ucranianas e transformá-las em soldados. O relatório, elaborado através do Mecanismo de Moscovo, revela práticas sistemáticas de doutrinação e militarização desde tenra idade.

Práticas documentadas

Segundo especialistas, os menores estão expostos à propaganda pró-guerra compulsória a partir dos seis anos de idade. Entre 13 e 18 anos, recebem treinamento em manejo de armas, medicina tática e operação de drones.

Além disso, o relatório aponta a eliminação do ensino em ucraniano e a perseguição contra aqueles que expressam a sua identidade nacional. Ao atingir a maioridade, os adolescentes são obrigados a ingressar nas forças armadas russas para lutar contra o seu país de origem.

A investigação também indica que as crianças deportadas à força para a Rússia sofreram violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos.

Possíveis crimes contra a humanidade

Os peritos Hervé Ascensio, Elina Šteinerte e Stefan Wolff concluíram que estas ações poderiam constituir um crime contra a humanidade sob a forma de perseguição e identificaram prováveis crimes de guerra. Recomendam que o regresso das crianças ucranianas seja um elemento central de quaisquer negociações de paz, sem trocas, e que a Rússia seja responsabilizada.

Resposta da Ucrânia

Perante esta situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia convidou o México a aderir à Coligação Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas, composta por 47 países e três organizações internacionais.

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Novos atentados no Irão aumentam a tensão regional

Ataques sem responsabilidade atribuídos após o fim da ofensiva dos EUA.

Ataques sem autoria reconhecida

Uma nova série de bombardeamentos contra o sul do Irão aumentou a incerteza no Médio Oriente. Eles ocorreram na quinta-feira, enquanto o país se preparava para prestar homenagem ao falecido Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei.

Segundo relatórios oficiais, as explosões atingiram as províncias de Bushehr e Sistão e Baluchistão, bem como as cidades de Ahvaz e Chabahar. Horas antes, o Comando Central dos Estados Unidos havia anunciado o fim de uma operação militar que impactou 90 objetivos estratégicos, mas não comentou estes novos ataques.

Até agora, nenhum país ou grupo assumiu a responsabilidade pelos atentados. As autoridades iranianas evitaram apontar qualquer responsável directo, embora tenham emitido advertências contra os Emirados Árabes Unidos por alegado apoio à campanha dos EUA.

Resposta e réplicas iranianas

Em resposta, o Irão lançou uma ofensiva de mísseis contra o Bahrein, a Jordânia, o Kuwait e o Qatar. Os alarmes antiaéreos foram acionados e a população buscou refúgio. As autoridades do Kuwait relataram pelo menos uma pessoa ferida, enquanto os sistemas de defesa interceptavam projéteis.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o conflito militar terminou e que as negociações para um acordo permanente continuariam. Mas a escalada colocou mais uma vez em risco o frágil cessar-fogo.

O Estreito de Ormuz em suspense

A tensão mantém os países do Golfo Pérsico em alerta devido ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás. O Irão insiste em exercer controlo exclusivo e propõe cobrar taxas aos navios. Os Estados Unidos recomendam uma rota alternativa pelas águas de Omã. O tráfego marítimo diminuiu significativamente.

Israel também não assumiu a responsabilidade pelos ataques, embora o ministro da Defesa, Israel Katz, tenha alertado que o seu país está preparado para agir novamente se considerar necessário. De Teerã, o legislador Esmail Kousari acusou os Emirados Árabes Unidos de colaborarem com os Estados Unidos e garantiu:

“Ele pagará o preço”

Com ameaças cruzadas, ataques sem autor confirmado e disputa pelo estreito, o Oriente Médio enfrenta um cenário de alta tensão, apesar dos esforços diplomáticos.

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Cortes afetam um milhão de mulheres em crises humanitárias

Um milhão de mulheres perdem acesso à ajuda devido a cortes internacionais

Impacto dos cortes de financiamento

Pelo menos um milhão de mulheres e raparigas ficaram sem acesso à ajuda humanitária e a serviços essenciais nos últimos 18 meses. Isto foi alertado pela ONU Mulheres esta sexta-feira, apontando que a redução dos recursos internacionais afeta especialmente aqueles que vivem em contextos de conflito, deslocamento e crises humanitárias.

Segundo a organização, 84% das organizações de mulheres consultadas relataram um aumento nas necessidades de cuidados desde janeiro de 2025. Nessa altura, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, começou a cortar a ajuda externa. Além disso, quase nove em cada dez organizações afirmaram que já não têm fundos suficientes para responder à procura de apoio.

A situação é crítica. As mulheres e as raparigas em zonas de conflito são as mais vulneráveis ​​a estes cortes. Sem financiamento, os programas de saúde, proteção e assistência alimentar são interrompidos. A ONU Mulheres apelou urgentemente à comunidade internacional para restaurar o financiamento e prevenir uma nova crise humanitária.

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