EUA acusam líderes do Cartel de Sinaloa de narcoterrorismo

O sistema de justiça americano desfere um golpe histórico contra o tráfico de drogas com acusações sem precedentes.

A justiça americana não brinca

Ah, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, aquela entidade que nunca perde a oportunidade de fazer um espetáculo judicial. Ontem decidiram que era hora de elevar a fasquia e, num movimento que certamente lhes renderá pontos nas pesquisas, apresentaram a primeira acusação de narcoterrorismo contra dois membros do Cartel de Sinaloa. Sim, as mesmas pessoas que antes eram apenas “pobres traficantes de drogas” são agora terroristas de alto nível. Que aumento na escala do crime!

Os acusados: pai e filho, como num mau negócio familiar

Os sortudos que receberam esta distinção são Pedro Inzunza Noriega (também conhecido por “El de la Silla”, porque obviamente precisavam de um apelido que soasse como mobiliário de escritório) e seu filho, Pedro Inzunza Coronel (também conhecido como “Pichón”, que soa mais como uma galinha do que como um traficante de drogas, mas tudo bem). Segundo as autoridades, estes dois não só traficaram fentanil, mas também o fizeram com o entusiasmo de quem financia um grupo terrorista. Pegue agora! Dois crimes em um, como aquelas ofertas 2×1 que o crime organizado tanto gosta.

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E claro, a promotora Pam Bondi não poderia faltar, proferindo frases para o bronze: “O Cartel de Sinaloa é uma organização terrorista complexa e perigosa”. Uau, Pam, sério? Um cartel que movimenta toneladas de drogas e deixa vestígios de violência é perigoso? Que revelação chocante! A próxima coisa que nos dirão é que a água está molhada.

A conquista do século (ou pelo menos é o que dizem)

Para dar mais drama ao assunto, o Departamento de Justiça não se esqueceu de mencionar que, em dezembro passado, apreendeu 1,65 toneladas de fentanil ligado aos Inzunzas. Segundo eles, é a maior apreensão da história. Claro, porque se você vai acusar alguém de narcoterrorismo, é melhor fazê-lo com dados espetaculares. E você sabe o que é melhor? Que tudo isto se baseia numa acusação do grande júri que está aberta desde agosto de 2024, mas que agora foi magicamente atualizada para incluir o terrorismo. Quão oportuno, certo?

As acusações são daquelas que assustam: narcoterrorismo (com pena de prisão perpétua e multa de 20 milhões de dólares, porque vamos ver quem paga isso), e apoio material ao terrorismo (até 20 anos de prisão e multa de 250 mil dólares, o que comparado com o anterior parece quase um desconto). É claro que ainda resta saber se tudo isso se traduz em algo mais do que manchetes grandiloquentes.

E enquanto isso, o México ainda está lá, vendo seu problema de tráfico de drogas se tornar um espetáculo judicial internacional. Porque, no final das contas, quem precisa resolver as coisas em casa quando você pode deixar que outro país faça isso por você?

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INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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