Empresas não pedem devolução de refrigerantes às escolas

O presidente afirma que as empresas não pediram a reversão das restrições à venda de produtos com alto teor de açúcar nos campi.

O silêncio dos refrigerantes

No grande teatro das políticas públicas, às vezes o que não é dito é mais revelador do que os discursos. A presidente Claudia Sheinbaum acaba de lançar uma bomba do silêncio: as grandes empresas de bebidas e salgadinhos não apresentaram uma única reclamação formal para reverter as restrições nas escolas.

“Conversamos muito com todas as empresas de refrigerantes e elas concordam. Não houve nenhuma solicitação nas reuniões para devolução de refrigerantes ou mesmo doces,”

Essa foi sua declaração contundente pela manhã. Pense no peso dessa frase. Estamos a falar de uma indústria gigantesca, com um poder de lobby histórico, que parece aceitar sem questionar que os seus produtos são limitados num dos seus principais mercados: as crianças durante o horário escolar.

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Estratégia ou renúncia? É a pergunta de um milhão de dólares.

Um regulamento com limites claros

Sheinbaum foi muito claro na marcação de quadra. Esta não é uma proibição total, como alguns podem interpretar mal. É um regulamento com um objectivo preciso.

“Não é que o refrigerante seja proibido; o que estamos fazendo é limitar o consumo nas escolas. Fora do horário escolar, sob supervisão familiar, eles podem decidir,”

ele explicou. A batalha é travada dentro do estabelecimento educacional. Fora dele, a decisão volta à esfera familiar.

A mensagem é clara: o Estado limita o espaço que controla (a escola) para proteger a saúde das crianças, mas não pretende invadir a cozinha de cada casa. É uma linha tênue, mas crucial.

Aqui está o facto político interessante: se as empresas não se opõem abertamente, será porque consideram impossível vencer esta batalha de imagem? Ou porque estão negociando algo nos bastidores? Neste teatro, a falta de gritos no palco às vezes significa que a verdadeira luta está acontecendo nos bastidores.

A verdade é que, por enquanto, as medidas permanecem em vigor. E o silêncio das grandes marcas fala mais alto que qualquer comunicado de imprensa.

Candidatos exigem exame presencial após denúncias de irregularidades

Candidatos não admitidos exigem novo exame presencial após denunciar uso de IA em prova virtual.

Manifestação na UC devido a alegadas irregularidades em exame virtual

Os candidatos não admitidos ao primeiro vestibular virtual de bacharelado da UNAM se reuniram às 11h nas proximidades do Metrô Ciudad Universitaria e Insurgentes Sur. Eles marcharam em direção à Torre da Reitoria exigindo o cancelamento do processo e a realização de nova prova presencial.

Os manifestantes denunciaram supostas irregularidades na avaliação online, como o uso de inteligência artificial para obter vantagem. Com slogans como “Não à IA, sim à solução!” e “Exame limpo e transparente!”, pediram às autoridades que garantissem igualdade de condições.

Melanie Maya, 18 anos, candidata a psicologia que foi reprovada por um acerto, observou que muitos estudantes se prepararam durante meses. Ele considerou injusto que aqueles que usaram ferramentas inadequadas tivessem vantagem. A jovem pediu a regulamentação do uso de IA no exame e que a UNAM investigasse e sancionasse aqueles que se envolvessem em práticas desonestas.

Os manifestantes reiteraram o pedido para que o exame volte a ser realizado presencialmente para garantir transparência e equidade a todos os jovens que pretendem ingressar na instituição de ensino superior.

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Novo áudio revela procedimentos de visto de Marina del Pilar

Áudio vazado mostra os esforços da governadora para recuperar seu visto nos EUA.

Um novo áudio de ligações interceptadas da governadora da Baixa Califórnia, Marina del Pilar Ávila, foi divulgado pelo jornalista Héctor de Mauleón. A gravação revela supostas abordagens da presidente às autoridades dos Estados Unidos para recuperar o seu visto, retirado no ano passado sem causa pública.

Acordos com ex-agente do FBI

No áudio, Ávila destaca que contratou Juan Sandoval, suposto ex-agente do FBI, e o advogado Michael Nadler para apoiá-la no processo. Ele procurou estabelecer canais de comunicação com Washington. Segundo De Mauleón, também existem mensagens de WhatsApp entre o governador e um intermediário que atuou por meio de contatos americanos. Ávila solicitou que as próximas reuniões fossem apenas entre seus advogados e representantes dos Estados Unidos para evitar parecer que busca outros mecanismos de negociação.

Críticas da oposição

As revelações levantaram questões da oposição sobre o alcance das abordagens e a possível entrega de informações de segurança. Ávila afirma que as conversas tiveram como objetivo apenas esclarecer a situação do seu visto.

Acusações contra Jaime Bonilla

A governadora acusou o seu antecessor, Jaime Bonilla, de estar por trás da intervenção e divulgação dos apelos. Bonilla rejeitou as acusações. O governo de Claudia Sheinbaum manifestou apoio a Ávila diante dos vazamentos, embora sejam esperados novos áudios que a própria presidente reconheceu que poderiam ser divulgados.

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Furacão Genevieve atinge categoria 5 no Pacífico

O ciclone se fortalece longe da costa, mas gera ondas perigosas no sudoeste do México.

Genevieve e Fausto: dois furacões no Pacífico

O furacão Genevieve intensificou-se para um ciclone de categoria 5, o primeiro dessa magnitude a atingir o leste do Pacífico em dois anos. Ele está localizado a 835 quilômetros ao sul-sudoeste da Baixa Califórnia, com ventos sustentados de 250 km/h. Avança para noroeste, paralelo à costa mexicana, sem tocar em terra.

Apesar da distância, as autoridades alertam para ondas fortes no sudoeste do México e na península da Baixa Califórnia. Não há alertas costeiros ativos, mas espera-se que o sistema flutue em intensidade antes de enfraquecer esta semana.

Por outro lado, o furacão Fausto atravessa o Pacífico como categoria 1, com ventos de 130 km/h. A sua trajetória aponta para o arquipélago havaiano, embora as previsões indiquem que passará a norte das ilhas sem tocar terra. No entanto, as ondas e as correntes oceânicas já estão a intensificar-se ao longo da costa oriental do Havai.

Os especialistas recomendam que a população fique atenta à evolução de ambos os sistemas e siga as instruções da proteção civil. Embora não representem uma ameaça direta às áreas povoadas, os seus efeitos marítimos podem gerar condições perigosas para a navegação e atividades costeiras.

As autoridades meteorológicas mantêm monitoramento constante de Genevieve e Fausto.

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