Estratégia Campeã
O US Open trouxe vento e pouca atividade para uma segunda-feira. As rodadas de treino nas majors tornaram-se lentas. Cada vez mais jogadores chegam mais cedo, não para evitar aglomerações, mas para evitar esperas.
“Ficou terrível. Você tem que se inscrever para conseguir os horários no British Open e no US Open. Depois eles jogam em grupos de quatro. Você não pode completar nove buracos em menos de três horas”, disse Justin Thomas.
A solução foi traçada por Jack Nicklaus: ver o campo cedo, antes que fique lotado de profissionais e amadores.
Scottie Scheffler e Rory McIlroy fizeram um desvio em seu caminho para Ohio há duas semanas para jogar em Shinnecock Hills. Foi a primeira visão do número 1 do mundo e uma atualização para McIlroy.
Jon Rahm chegou na sexta-feira passada. Diz-se que Patrick Reed, que não compete desde o Campeonato PGA, jogou o percurso mais vezes do que alguns membros do clube.
Esta semana é uma das que mais consome energia, devido ao estresse mental gerado por um campo como o Shinnecock e um torneio importante como o Aberto dos Estados Unidos.
Thomas e Jordan Spieth chegaram no fim de semana e treinaram dois dias antes do início oficial. Eles não tinham o campo só para eles, mas quase. Foi melhor do que a alternativa de rodadas longas.
Com a preparação feita, os dias de treinos oficiais agora são um trabalho leve. Essa é a fórmula de Nicklaus.
“É por isso que eu nunca quis praticar naquela época. Pratiquei na semana anterior. Não queria ficar preso naquelas seis horas”, explicou Nicklaus.
“Se eu estivesse lá na semana anterior, por que precisava chegar na segunda-feira?” ele acrescentou.
McIlroy teve treino limitado no PGA Championship por causa de uma bolha no dedão do pé direito. Mesmo assim, ele foi para Aronimink duas semanas antes para treinar seriamente.




