Exército dos EUA assume controle da área fronteiriça para deter migrantes

O Pentágono assume o controlo de um corredor estratégico na fronteira sul, desencadeando debates jurídicos sobre o papel das forças armadas.

Controle militar na fronteira: uma medida inédita

Uma extensão de terras federais ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, cedida pelo Presidente Donald Trump ao Departamento de Defesa, ficará sob jurisdição militar. Esta decisão permitiria que as tropas detivessem intrusos, incluindo migrantes irregulares, de acordo com fontes governamentais consultadas pela Associated Press.

Implicações legais e operacionais

A transferência deste corredor, conhecido como Reserva Roosevelt, busca contornar a Lei Posse Comitatus, que proíbe o uso de forças armadas em trabalhos policiais dentro do território nacional. Ao designar a área como instalação militar, o governo justifica a presença de soldados em funções de segurança. No entanto, especialistas como Elizabeth Gotein, do Brennan Center for Justice, alertam que a medida poderá enfrentar contestações judiciais, alegando que o seu verdadeiro objetivo é a vigilância da imigração.

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O plano inclui uma fase piloto de 45 dias no Novo México, onde o Exército instalará barreiras e sinalização para restringir o acesso não autorizado. Qualquer pessoa interceptada na área será entregue às autoridades civis, segundo autoridades anônimas.

Principais fatos: Atualmente, há 7.100 soldados em serviço ativo e 4.600 soldados da Guarda Nacional destacados para a fronteira. A Reserva Roosevelt se estende por 18,2 metros de largura, do Novo México à Califórnia, excluindo terras tribais ou privadas.

Esta estratégia marca uma viragem na política de imigração de Trump, que até agora limitava o Exército à construção de muros e a tarefas de apoio logístico. A medida reativa o debate sobre os limites do poder executivo e a utilização de recursos militares na corregedoria.

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Personal militar podría detener a migrantes: Funcionarios. Ejército de EU controlará área en frontera con México

Sheinbaum recebe Felipe VI no Palácio Nacional no dia 25 de junho

Sheinbaum se reunirá com o rei Felipe VI em meio a tensões diplomáticas anteriores.

Reunião bilateral no Palácio Nacional

A presidente Claudia Sheinbaum confirmou que na próxima quinta-feira, 25 de junho, se reunirá com o rei Felipe VI da Espanha. O evento está marcado para as 16h. no Palácio Nacional, aproveitando a visita do monarca ao México para a Copa do Mundo de 2026. Na sexta-feira seguinte, o rei estará presente no jogo Espanha-Uruguai, em Guadalajara.

A reunião ocorre após anos de tensões diplomáticas. Durante o mandato de seis anos de Andrés Manuel López Obrador, a relação esfriou devido à exigência de um pedido público de desculpas pelas queixas da Conquista. Isso gerou distanciamento com a Casa Real e o governo espanhol.

Sinais de aproximação

Com o novo governo, foram feitos esforços para manter o diálogo institucional. Sheinbaum já havia dado passos nesse sentido: no final de abril realizou atividades oficiais em Barcelona e manifestou a vontade de construir uma relação baseada no respeito mútuo.

O encontro com Felipe VI reforça essa linha. Ambos os líderes abordarão assuntos de interesse comum, sem que haja vazamento de agenda específica. O encontro é visto como um gesto de normalização diplomática entre as duas nações.

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Vance relata progresso nas negociações com o Irã na Suíça

Progressos no diálogo entre Washington e Teerão devido à crise no Médio Oriente.

Avanços diplomáticos na Suíça

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as conversações com representantes iranianos no complexo de Bürgenstock, na Suíça, alcançaram progressos relevantes. Segundo Vance, estavam lançadas as bases para um acordo que reduziria as tensões no Médio Oriente.

Durante a reunião – que também incluiu mediadores do Paquistão e do Qatar – foram abordadas duas questões fundamentais: a reabertura do Estreito de Ormuz e o conflito entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.

O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, foi fechado pelo Irão após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Isso disparou os preços internacionais dos combustíveis. Embora alguns navios tenham retomado o trânsito, a rota principal ainda enfrenta riscos de segurança.

Como parte do processo, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença temporária permitindo excepções às sanções relacionadas com o petróleo iraniano. As negociações técnicas continuarão nos próximos 60 dias.

Os mediadores indicaram que houve progresso na manutenção de um cessar-fogo no Líbano, mas persistem divergências sobre o programa nuclear iraniano e outros pontos-chave do acordo que Washington e Teerão procuram finalizar.

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Leão XIV critica a facilidade de financiar as guerras e não a fome

O pontífice alertou para a queda no financiamento da assistência alimentar a partir de 2022.

Chamada do pontífice diante da crise alimentar

O Papa Leão XIV exortou os governos a alocar mais recursos para combater a fome. Durante uma reunião em Roma com o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, destacou que é mais fácil financiar conflitos armados do que garantir alimentos para milhões de pessoas em situações vulneráveis.

O pontífice alertou que os obstáculos políticos e administrativos atrasam a ajuda humanitária. Em contraste, os gastos militares avançam com menos obstáculos. Este paradoxo reflecte uma grave desigualdade nas prioridades globais.

Leão XIV indicou que o financiamento para a assistência alimentar diminuiu consideravelmente desde 2022. Embora as necessidades tenham aumentado devido a conflitos, crises climáticas e problemas económicos, os fundos não cresceram ao mesmo ritmo.

Ele destacou que as recentes contribuições internacionais, como a anunciada pelos Estados Unidos para o PMA, beneficiarão milhões de pessoas. No entanto, sublinhou que ainda existe uma lacuna significativa para cobrir os recursos necessários.

Perante o órgão da ONU, o papa apelou aos líderes mundiais para colocarem a dignidade humana no centro das suas decisões. O fortalecimento da cooperação internacional é fundamental para enfrentar a fome e a desigualdade.

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