O caso Colosio volta a tribunal após 31 anos

Uma prisão três décadas depois reabre as feridas de um crime que marcou o México e questiona o funcionamento da justiça atual.

Un caso que se niega a pasar al archivo muerto

Parece que a la justicia mexicana le encantan los comebacks, como esos artistas que intentan relanzar su carrera con un TikTok. A 31 años del magnicidio que le partió el corazón al país, el caso Colosio ha vuelto a los tribunales con toda la fuerza de un drama de streaming que nadie pidió, pero todos vamos a tener que ver. El protagonista de esta temporada de True Crime: México es Jorge Antonio Sánchez Ortega, un ex agente del CISEN que fue recapturado y a quien la Fiscalía General de la República (FGR) le ha asignado el rol de segundo tirador. Un fin de semana cualquiera, un juez federal decidió que pasar tres décadas en el anonimato era suficiente y le dictó auto de formal prisión por su probable participación en el homicidio calificado del excandidato presidencial del PRI, Luis Donaldo Colosio Murrieta. El guion ya lo conocemos: 23 de marzo de 1994, Lomas Taurinas, Tijuana, y un país que se quedó sin aire.

La reapertura de este expediente histórico tiene más capas que un meme de Shrek. Por un lado, está el drama político y, por el otro, la incómoda sensación de que estamos viendo un reboot de baja calidad. El abogado constitucionalista Pablo Andrei Zamudio Díaz lo ve claro: esta movida le permite al gobierno federal sostener la narrativa de que la justicia sí llega, aunque lo haga con la puntualidad de un trámite burocrático y los hechos estén tan desdibujados como una foto de los noventa. En una entrevista que no tiene desperdicio, el experto soltó la bomba: “El problema real es que la justicia actual sigue sin operar”. Y no le falta razón. Es como si, en plena era del metaverso y la inteligencia artificial, nuestro sistema judicial aún estuviera intentando conectar a internet con un módem de dial-up.

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La teoría del segundo tirador: un fantasma que no deja de aparecer

La FGR, bajo el mando del fiscal Alejandro Gertz Manero, ha desempolvado la teoría del segundo tirador, un argumento que ha tenido más resurrecciones que un personaje de telenovela. Desde 1994, este planteamiento ha sido desechado, recuperado y vuelto a desechar, generando más controversia que un final de serie en Netflix. Lo más preocupante de este déjà vu judicial es que, según los expertos, no hay evidencia técnica nueva, ni peritajes recientes que justifiquen desenterrar un expediente que lleva décadas debilitado por irregularidades, omisiones y esos silencios oficiales que hablan más alto que cualquier declaración.

Zamudio Díaz lanza una advertencia que debería ponernos los pelos de punta a todos: esta decisión refleja una tendencia institucional preocupante. Mientras la justicia histórica avanza a paso de tortuga (pero avanza), la justicia del presente parece atascada en el tráfico de la burocracia y la ineficacia. El constitucionalista incluso se permitió una ironía digna de los mejores hilos en X (antes Twitter): “Con decisiones como esta, no sería extraño que pronto se hable de ‘nuevas pistas’ incluso en crímenes de hace un siglo, bajo el pretexto de haber encontrado a otro involucrado —como en aquella emboscada del 20 de julio de 1923, cuando fue asesinado Francisco Villa por varios hombres armados—”. Básicamente, nos está diciendo que preparemos las palomitas, porque podrían reabrir cualquier caso histórico, desde la Conquista para arriba.

Este revival del crimen político más emblemático de la historia reciente de México nos deja con un sabor agridulce. Por un lado, existe una esperanza latente de que, finalmente, se haga justicia por el asesinato que cambió el rumbo del país. Por el otro, la sospecha de que todo esto es una cortina de humo para ocultar la incapacidad de resolver los crímenes de hoy. Es el equivalente jurídico a que tus papás sigan hablando de esa vez que te portaste mal en kínder, mientras ignoran los problemas que tienes hoy en la universidad. La impunidad del pasado y la del presente son dos caras de la misma moneda, una moneda que, al parecer, sigue sin caer.

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Orgulho 2026: saúde, moradia e educação para pessoas trans

Milhares de pessoas marcham em CDMX para exigir o fim da discriminação e da violência letal.

Demandas e resistência no Zócalo

Nem a chuva, nem o vento, nem a Fan fest da Copa do Mundo detiveram a multidão. A Marcha do Orgulho, em sua 48ª edição, chegou ao Zócalo da capital com uma demanda clara: garantir saúde, moradia e educação para pessoas trans.

Centenas de milhares de pessoas celebraram a sua identidade, mas também levantaram a voz por aqueles que já não estão aqui. O protesto reiterou a urgência de erradicar a discriminação, o estigma e os crimes de ódio contra a comunidade LGBTTTIQ+.

A partir das 9h de sábado, 28 de junho, grupos de familiares de pessoas desaparecidas, organizações de apoio a mulheres trans, pessoas LGBT com deficiência, profissionais do sexo e pacientes com HIV saíram às ruas. Exigiam segurança e atenção a estas populações, e gritavam entre bandeiras multicoloridas:

“É uma marcha, não é um negócio. Empresas com histórico homofóbico estão divulgando um movimento histórico.”

Os discursos denunciaram a exclusão da diversidade sexual dos programas sociais. Eles exigiram que o governo e as empresas não se apropriassem da luta. “Esta marcha não pertence àqueles que lucram com as nossas identidades”, afirmaram.

Pessoas de várias gerações e estados caminharam de mãos dadas. As mães acompanhavam orgulhosamente os seus filhos gays e lésbicas. Em 2026, muitos jovens LGBT ainda enfrentam rejeição familiar.

Os grupos de busca exigiram o reconhecimento da família social – amigos que procuram pelas pessoas desaparecidas. O Contingente Contra Desaparecimentos LGBTTTIQ+ apontado em frente à Glorieta de Las y Los Desaparecidos:

“Exigimos que o Estado harmonize a Lei Geral das Vítimas para reconhecer plenamente a família social.”

Ativistas trans e não binários pediram o fim da criminalização da manifestação que realizam no Ministério do Interior há 10 dias. Eram o único grupo monitorizado por centenas de polícias, apesar dos seus protestos pacíficos. Eles declararam:

“Eles nos julgam pela nossa orientação sexual, não pelo ser humano que somos. Isso tornou nossas vidas impossíveis.”

Participaram pessoas com deficiência, pacientes com VIH, vítimas de ódio e de discriminação no local de trabalho. A marcha percorreu avenidas emblemáticas até ao Zócalo, onde houve microfones abertos e horas de alegria. No final, um slogan uniu todos: acabar com os crimes de ódio e os transfeminicídios.

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México e EUA inauguram fábrica binacional de moscas estéreis em Chiapas

A cooperação entre o México e os Estados Unidos produz resultados: 100 milhões de moscas estéreis semanalmente para proteger o gado.

A Presidente Claudia Sheinbaum inaugurou a Planta de Produção de Moscas Bicheira Estéril de Gado (GBG) em Metapa de Domínguez, Chiapas. É uma instalação binacional que produzirá 100 milhões de insetos por semana para controlar a praga que afeta a pecuária.

Cooperação que compensa

O presidente destacou que este projeto é resultado de um trabalho conjunto entre o México e os Estados Unidos. O governo dos EUA forneceu a maior parte dos recursos, bem como conhecimentos técnicos. Sheinbaum agradeceu ao presidente Trump e à secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins.

“Esta planta representa a convicção de que a cooperação para o desenvolvimento produz resultados. Doenças animais, pragas e desafios de segurança alimentar não conhecem fronteiras”, disse Sheinbaum.

Rollins considerou a inauguração uma grande conquista e reconheceu Sheinbaum como um aliado extraordinário.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, anunciou um investimento adicional de 83,8 milhões de dólares para fortalecer o controle de pragas e aumentar a produção de moscas estéreis no México.

Detalhes da operação

A construção da usina durou 12 meses. No âmbito da estratégia de contenção, foram inspecionadas 5,3 milhões de cabeças de gado, verificadas mais de 84 mil remessas e libertadas 7 mil milhões de moscas estéreis. Participaram 2 mil especialistas, mais de 400 mil plantadores e 4 mil técnicos do programa Sembrando Vida. Foram instaladas 578 mil armadilhas artesanais, com as quais foram capturadas mais de 13 milhões de moscas.

Sheinbaum encerrou com uma mensagem: “A cooperação entre países soberanos será sempre mais poderosa do que o confronto quando se trata de proteger o bem-estar do nosso povo”.

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Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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