O sonho de estreia que terminou em “ah, quase”
Ah, futebol. Este desporto onde dominar o jogo não garante a vitória, como aprendeu o Chivas na estreia sob o comando de Gabriel Milito. Efraín Álvarez, o novíssimo “10” vermelho e branco (sim, aquele número que pesa mais que uma placa de concreto), saiu para vender fumaça – mas de boa qualidade – sobre o desempenho do time depois de perder por 1 a 0 para o León. “Dominamos o jogo inteiro”, disse ele, omitindo o pequeno detalhe de que, no final, a única coisa que dominavam era a arte de perder pelo mínimo.
A polêmica: desculpa ou realidade?
Álvarez, com a elegância de quem acaba de estrear em um clube icônico, citou uma “jogada polêmica” como responsável pelo resultado. Clássico. Porque no futebol, quando você não ganha, sempre tem um árbitro, um poste ou um fantasma que te sabota. “O grupo se sentiu bem”, insistiu ele, porque, claro, o que mais ele poderia dizer? Que eles se sentiam como um time da terceira divisão? Isso resta para os memes.
O meio-campista, que entrou no segundo tempo (porque os treinadores adoram fazer sofrer os novos reforços), garantiu que o elenco está “completo”. Tanto que chegam a ter “dois ou três jogadores por posição”. Será que Milito está preparando um reality show como Quem Merece Tocar?? Com tantas opções, o estranho é que não venceram por 10 a 0.
Sobre o estrategista argentino, Álvarez deixou cair pérolas como: “Ele é muito tático”. Uau, que revelação. Seria de se esperar que um treinador soubesse algo sobre tática, mas na Liga MX às vezes isso é opcional. Segundo o jogador, Milito ensina tudo, desde “como se posicionar” até “como pressionar”. Basicamente futebol 101, mas pelo menos soa melhor do que “ele nos disse para correr”.
O próximo desafio: Saint Louis e a redenção
Neste sábado, o Rebaño receberá o Atlético San Luis em Akron. Se aplicarem a mesma lógica do jogo anterior (“jogámos bem mas perdemos”), talvez devessem praticar a marcação de golos. Álvarez, no seu papel de otimista profissional, lançou: “Espero que este dia seja revertido.” Esperançosamente, Efraín. Porque senão terão que inventar uma nova desculpa… quer dizer, uma explicação.
Enquanto isso, os torcedores rubro-negros cruzam os dedos para que a “boa atuação” de que fala o meio-campista se traduza em algo mais tangível: como, por exemplo, três pontos.
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