EUA afundam navio iraniano com torpedo em águas internacionais

Um submarino norte-americano afunda um navio iraniano no Oceano Índico, numa escalada militar que visa enfraquecer Teerão.

Um ataque subaquático que muda as regras do jogo

O Pentágono acaba de confirmar algo que parece um filme da Guerra Fria: um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano com um torpedo. Ocorreu em águas internacionais do Oceano Índico, longe do foco principal do conflito.

Pete Hegseth, secretário de Defesa, chamou isso de “uma morte silenciosa”. E lançou outra bomba: garantiu que as forças dos EUA estão perto de controlar o espaço aéreo iraniano. Sua mensagem foi clara: “Estamos vencendo.”

“Estamos vencendo”, declarou Hegseth à mídia.

A precisão histórica que escapou ao Pentágono

Aí vem o interessante. Hegseth disse que este foi o primeiro naufrágio de um navio inimigo com torpedos desde a Segunda Guerra Mundial. Erro.

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Qualquer jornalista com memória histórica conhece o ARA General Belgrano, afundado pelos britânicos na Guerra das Malvinas de 1982. O que seria verdade é que é o primeiro navio inimigo destruído por um submarino americano desde aquela guerra global.

Esse detalhe é importante. Porque quando um funcionário erra algo tão básico, você começa a se perguntar o que mais poderia estar errado.

O ataque não vem sozinho. Faz parte de uma escalada calculada para enfraquecer o Irão onde mais dói: as suas capacidades navais e aéreas. Hegseth admitiu abertamente: é exatamente para isso que a ofensa foi projetada.

As repercussões podem ser enormes. Se o Irão perder força no Oceano Índico, o equilíbrio de poder regional vacilará. E entretanto, as operações americanas continuam, protegendo o que Washington considera os seus interesses estratégicos.

O que é preocupante é o padrão: ações cada vez mais ousadas, declarações cada vez mais triunfalistas. Quando um Secretário de Defesa fala em controlar o espaço aéreo de outro país, estamos entrando em território perigoso.

Estas não são apenas notícias militares. É mais uma peça num tabuleiro geopolítico que esquenta a cada minuto. E como sempre, quem acaba pagando o preço são as famílias reais – aquelas que não aparecem nos depoimentos.

Tempestade Maysak deixa 39 mortos em Guangxi, China

A tempestade Maysak deixa pelo menos 39 mortos e 9 desaparecidos em Guangxi.

Inundações em Guangxi

Pelo menos 39 pessoas morreram e nove continuam desaparecidas após graves inundações causadas pela tempestade tropical Maysak na região chinesa de Guangxi, informaram esta quinta-feira as autoridades.

A maioria das mortes ocorreu na cidade de Hengzhou, onde o colapso parcial de uma barragem desencadeou uma inundação que devastou comunidades inteiras.

Chuvas recordes, que começaram no fim de semana, causaram o transbordamento dos reservatórios, deixaram milhares de pessoas presas e forçaram a evacuação de aproximadamente 130 mil moradores.

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El Niño pode ser um dos mais intensos desde 1950, alerta NOAA

A NOAA alerta que o El Niño poderá ser um dos mais poderosos desde 1950.

Previsão NOAA

O fenómeno El Niño caminha para uma intensidade que poderá ser histórica. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos informou que há 81% de probabilidade de atingir a categoria “muito forte” durante o outono de 2023. Se assim for, tornar-se-ia um dos mais poderosos registados desde 1950.

Segundo especialistas, o El Niño passou rapidamente de uma fase fraca para moderada e continua a fortalecer-se sem sinais de abrandamento. As temperaturas equatoriais do Oceano Pacífico estão em níveis recordes para esta época do ano. Este aumento é impulsionado tanto pelo fenómeno natural como pelo aquecimento global derivado da actividade humana.

Os efeitos mais intensos são esperados para o outono e inverno. Secas, chuvas torrenciais, ondas de calor e alterações nos padrões climáticos são esperadas em diversas regiões do planeta. Nos Estados Unidos, a previsão aponta para um inverno mais chuvoso no sul e temperaturas mais quentes no norte. Por outro lado, o Atlântico poderá sofrer uma temporada de furacões abaixo da média.

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Os Estados Unidos atacam alvos no Irã e as tensões aumentam

Novos ataques aéreos dos EUA no Irão aumentam a tensão regional e colocam em risco o cessar-fogo.

Ataques aéreos dos EUA no Irã

A recente ofensiva dos EUA contra alvos no Irão desencadeou uma nova escalada no Médio Oriente. Teerã respondeu com mísseis contra países do Golfo Pérsico aliados de Washington, o que disparou alarmes na região. Sistemas de defesa aérea foram ativados no Bahrein, Kuwait, Catar e Jordânia.

O presidente Donald Trump justificou as ações como uma resposta aos ataques iranianos aos navios no Estreito de Ormuz. Ele alertou que qualquer nova agressão receberá uma resposta “muito pior”. Embora tenha garantido não buscar uma guerra prolongada, deixou aberta a possibilidade de intensificar as operações militares.

O Comando Central dos EUA informou que atacou cerca de 90 alvos militares em território iraniano para reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar o transporte marítimo naquela rota marítima fundamental para o comércio global de petróleo e gás. As autoridades iranianas relataram pelo menos 14 mortos e 78 feridos após os bombardeios, além de explosões perto da usina nuclear de Bushehr e em outras cidades.

Reações e consequências

O Irã acusou Washington de quebrar compromissos anteriores. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o seu país não cederá às pressões e ameaçou retaliar se os ataques continuarem. A nova escalada ocorre enquanto persistem diferenças sobre o futuro do acordo provisório.

Os confrontos reacendem os receios de uma guerra regional que afecte o abastecimento energético global. O Estreito de Ormuz, por onde transita uma parte significativa do comércio de petróleo, continua sob pressão. As negociações para um acordo definitivo permanecem num cenário de elevada incerteza.

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