EUA reduzem vistos para jornalistas estrangeiros para 240 dias

A administração Trump reduz a validade do visto para correspondentes estrangeiros para 240 dias.

A administração de Donald Trump implementou uma mudança drástica no sistema de vistos para correspondentes internacionais. A partir de agora, os vistos para jornalistas estrangeiros terão uma validade máxima de 240 dias, em comparação com os vários anos permitidos pelo regime anterior. No caso dos jornalistas chineses, a autorização de permanência é reduzida para apenas 90 dias.

Reações e justificativas

O Departamento de Segurança Interna explicou que foi eliminado o sistema de “duração do estatuto”, que permitia aos correspondentes permanecer em território norte-americano desde que cumprissem os requisitos de visto. Em vez disso, são estabelecidos prazos fixos renováveis, com o objetivo de facilitar a supervisão e revisão de cada caso.

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Organizações como Repórteres Sem Fronteiras e o Comité para a Proteção dos Jornalistas salientaram que a medida restringe a liberdade de imprensa e dificulta a cobertura de informação pelos meios de comunicação internacionais nos Estados Unidos. De Pequim, o governo chinês descreveu a decisão como discriminatória e alertou que tomará medidas de resposta.

Os novos regulamentos também impactam os estudantes e outros visitantes sob regimes semelhantes. Numa altura em que Washington e Pequim procuram estabilizar as suas relações bilaterais, este endurecimento da imigração poderá alimentar tensões entre ambas as potências.

Reino Unido compartilha tecnologia de guerra eletrônica com a Ucrânia

Zelensky visita Londres e recebe a tecnologia Stone Cloak para enfrentar a Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma visita rápida a Londres na segunda-feira. Lá ele se encontrou com o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o quinto inquilino de Downing Street desde o início do conflito com a Rússia. Burnham ratificou o apoio “inabalável” a Kiev e anunciou a transferência de propriedade intelectual para tecnologia avançada de guerra eletrônica.

O Sistema de Manto de Pedra

O principal acordo era compartilhar a tecnologia Stone Cloak, um sistema eletrônico portátil de interferência projetado para proteger drones ucranianos. Londres apresentou o dispositivo como uma ferramenta para aumentar a eficácia dos veículos não tripulados, e não apenas como um escudo defensivo. A reunião aconteceu na base naval de Portsmouth, onde os dois líderes embarcaram no porta-aviões Queen Elizabeth.

Zelensky também se reuniu com militares ucranianos que participaram dos exercícios Sea Breeze. A reunião ocorre antes de outra reunião importante com Donald Trump, e no meio de uma escalada de ataques com a Rússia que aumentou o número de mortes de civis no último mês.

O apoio britânico parece sólido, apesar das mudanças no governo. Zelensky destacou que o acordo estratégico assinado no ano passado tornou as relações bilaterais “as mais fortes da história”. Para a cooperação futura, mencionou três prioridades: defesa aérea, segurança marítima e produção conjunta de armas.

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Milei acusa Brasil, México e Democratas de fazerem campanha contra a Argentina

Milei apontou Brasil, México e democratas norte-americanos sem apresentar provas.

Acusações de Milei

O presidente argentino, Javier Milei, acusou os governos do Brasil e do México, bem como o Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiar uma suposta campanha contra a Argentina. Fê-lo durante uma entrevista à Rádio Mitre, sem apresentar provas.

Segundo Milei, o governo brasileiro teria contribuído com 25% dos recursos para essa campanha. “Quem investiu mais dinheiro nesta campanha antiargentina? O governo brasileiro”, afirmou. “E então eles falam sobre interferência”, acrescentou.

A tensão diplomática aumenta

As declarações ocorrem num clima de crescente atrito bilateral. Horas antes, o Brasil convocou seu embaixador em Buenos Aires para consultas, em resposta ao que descreveu como “declarações ofensivas” de Milei. O incômodo brasileiro teve origem em comentários do presidente argentino durante evento de apoio a Flávio Bolsonaro, antes das eleições presidenciais de outubro.

Milei também mencionou o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos como supostos financiadores da campanha, mas não ofereceu provas concretas. O episódio aprofunda a distância entre Argentina e Brasil, dois parceiros importantes no Mercosul.

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EUA e Irã retomam negociações mediadas por Omã

O diálogo intensifica-se após pausa militar no Estreito de Ormuz.

Pausa nas ações militares

Os Estados Unidos e o Irão mantêm uma trégua de facto pelo segundo dia consecutivo. O cessar-fogo não foi anunciado oficialmente por Washington, mas o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, indicou que procura dar espaço para esforços diplomáticos. Teerão também confirmou a suspensão das suas operações durante o mesmo período.

Negociações em andamento

Ambas as partes tentam retomar o acordo provisório alcançado em junho. As conversações, mediadas por Omã e outros intervenientes, centram-se em garantir um trânsito seguro através do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio global de petróleo. As diferenças persistem sobre o programa nuclear iraniano.

A incerteza estende-se a outras rotas, como o Estreito de Bab al-Mandeb, devido às ameaças dos Houthis contra o transporte marítimo saudita. A Marinha dos EUA mantém vigilância na área para proteger o tráfego comercial.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajará a Washington para se encontrar com Trump. Netanyahu apoiou os esforços diplomáticos, embora tenha avisado que responderia com firmeza se o Irão ou os seus aliados atacassem Israel.

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