Equador: a geração de ouro que quer quebrar seu teto
Duas semanas antes da estreia na Copa do Mundo de 2026, Willian Pacho e Piero Hincapié se enfrentaram na final da Liga dos Campeões entre PSG e Arsenal. O fato de os dois zagueiros de 24 anos terem disputado aquela partida fala do presente do Equador, que aspira a superar as oitavas de final, seu melhor recorde histórico.
La Tri terminou em segundo lugar na América do Sul, apesar de uma penalidade de três pontos por alinhamento incorreto. A maior invencibilidade (17 jogos) contrasta com nove empates nos últimos onze jogos e apenas 14 gols em 18 eliminatórias, mesmo número do Paraguai.
“Para nós não se trata mais apenas de qualificação porque sabemos que podemos dar mais”, disse Moisés Caicedo à FIFA. “Temos plena consciência da qualidade que temos e estamos ansiosos para dar o próximo passo.”
A equipa de Sebastián Beccacece inclui figuras como Enner Valencia, Hernán Galíndez, Pervis Estupiñán, Joel Ordóñez, Alan Minda e Kendry Páez. A maioria foi formada no Independiente del Valle, pedreira que exporta talentos para a Europa.
O Equador está no Grupo E com Alemanha, Costa do Marfim e Curaçao. Após a amarga eliminação na fase de grupos do Catar 2022, o técnico argentino busca “fazer uma Copa do Mundo histórica”.
“Você sabe que tem três jogos e precisa ganhar o direito de jogar o quarto”, comentou Beccacece. “Temos ferramentas, uma força coletiva importante.”
Para Valencia e Galíndez, esta será a última Copa do Mundo. Para outros como Páez, uma oportunidade de se defenderem após um período irregular no River Plate.
Beccacece quer conectar o Equador com um jogo “apaixonado, trabalhador e agressivo”. A geração de ouro enfrenta o seu teste definitivo.




