“Eles nos humilharam de uma forma superlativa”: a memória forte de Ebrard sobre Trump e Peña Nieto
Marcelo Ebrard não mede palavras. Em podcast, o secretário de Economia lançou um dardo direto ao passado recente. Lembrou-se do momento em que Donald Trump “humilhou” Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional.
“Durante o período de governo da oposição no México, eles o humilharam de uma forma ‘superlativa’. É a pior ofensa que ele já recebeu.”
Para Ebrard, o contraste com o presente não poderia ser mais claro. Sua mensagem é contundente: “Hoje, o México está muito melhor”. A afirmação vem em resposta às críticas de Aurelio Nuño, ex-secretário de Educação, que questionou se Morena tem mantido um diálogo estratégico sólido.
O verdadeiro poder está nos números (e nas ligações)
Mas Ebrard não está sozinho na anedota. Ele recorre a dados concretos para apoiar o seu otimismo. Destaca-se que o México é o cliente número um dos Estados Unidos em setores-chave.
Somos o maior comprador de gás do Texas e grãos do Centro-Oeste. Esta dependência comercial, argumenta ele, traduz-se num poder de negociação muito maior do que muitos supõem.
“Temos uma taxa efetiva de 4,1%, segundo dados dos EUA. O Brasil tem 17,7%”, exemplifica. Além disso, sublinha que o México é agora o um exportador para o seu vizinho do norte, algo que descreveu como “impossível” há um ano.
A estratégia, segundo sua história, também é pessoal. Destaca as 11 ligações que a presidente Claudia Sheinbaum teve com Donald Trump. E menciona seus encontros com outros líderes como Lula da Silva (Brasil) e Mark Carney (Canadá).
A mensagem final de Ebrard é uma defesa fechada da atual gestão. Confrontado com acusações de que fortalezas estatais foram explodidas, ele pinta um quadro oposto: uma relação com os EUA reconstruída a partir de uma posição de verdadeira força económica.




