A presidente Claudia Sheinbaum esclareceu que a detenção de Enrique Martínez Chávez na Califórnia ocorreu durante uma operação de imigração do ICE, e não pelo crime de desaparecimento forçado dos 43 estudantes de Ayotzinapa.
“O Ministério Público vai dar mais informações, é uma pessoa que tem um mandado de prisão. Mais do que isso, o prenderam, principalmente ele, ele estava realizando uma das batidas que esta instituição dos Estados Unidos normalmente faz e lá está essa pessoa e o arquivo que ele tinha relacionado ao mandado de prisão que o México tem”, explicou o presidente de Coatzacoalcos.
Sheinbaum especificou que Martínez Chávez não faz parte das duas pessoas cuja extradição o México solicitou. A pessoa procurada é José Ulises Bernabé García, ex-juiz ferroviário de Iguala, que está nos Estados Unidos.
Detalhes sobre a prisão
O ICE informou que o detido de 32 anos “é procurado em seu país natal, o México, por desaparecimento forçado de pessoas enquanto era membro do exército mexicano”. Ele permanecerá sob custódia até ser enviado de volta.
Em 2023, a FGR obteve 16 mandados de prisão contra soldados do 27º Batalhão de Infantaria de Iguala por desaparecimento forçado, tortura e crime organizado no caso Ayotzinapa. Enrique Martínez Chávez estava entre os identificados.
Relativamente ao Grupo Interdisciplinar de Peritos Independentes, Sheinbaum indicou que já não existe como tal, embora alguns membros mantenham contacto com os pais. O presidente indicou que consultaram as Nações Unidas sobre a possibilidade de aceder a novos especialistas para apoiar a investigação.




