O ataque que abalou o centro de Celaya
Imagine isto: o prefeito Juan Miguel Ramírez Sánchez dando entrevista aos jornalistas no jardim principal, a apenas 50 metros de distância. De repente, um rapaz com um tubo separador de ‘linha única’ entra na Presidência Municipal e começa a bater na histórica fonte do pátio central. Em menos de cinco minutos, mais de 50% da base circular foi quebrada. O motivo segundo ele? “Acabar com a corrupção”.
“Ele diz que Deus o enviou para acabar com a corrupção”, revelou o diretor da Polícia Municipal, Rafael Cajero Reyes.
O detido, um homem que vestia calças de ganga, camisa branca e boné vermelho, foi detido por elementos da Guarda Nacional e da Polícia Municipal. Mas aí vem o mais incrível: os policiais que estavam na prefeitura viram tudo e não fizeram nada porque “pensaram que ele estava fazendo um trabalho”. Sim, você leu certo. Eles agora enfrentam processos disciplinares.
O que está por trás disso?
O prefeito não ficou em silêncio. Ele atribuiu o ataque a uma ação da oposição – PRI, PAN, Movimiento Ciudadano – dizendo que “isso vai ser muito comum” porque Celaya é o seu reduto. Mas vamos lá, você realmente acha que alguém com problemas mentais faz parte de uma conspiração política? A esposa dele, professora, sempre me lembra: às vezes a resposta simples é a certa.
O detido já se encontra em Separos da Polícia Municipal, à espera do Ministério Público. Enquanto isso, uma fita amarela envolve os restos da pedreira e especialistas criminais examinam a cena. A verdadeira questão aqui não é se foi loucura ou estratégia – é como permitimos que alguém destrua a nossa herança enquanto aqueles encarregados de protegê-la apenas observam.




