Operadora revela infraestrutura ilegal ligada ao Projeto Jaguar
Uma complexa operação interinstitucional realizada em 30 de julho em Ecatepec, Estado do México, resultou na segurança de um centro de comando clandestino com capacidade de acesso em tempo real ao sistema municipal de videovigilância C4. Esta descoberta expõe vulnerabilidades críticas na plataforma tecnológica projetada para combater o crime em uma das regiões com maior índice de criminalidade do país.
Tecnologia desviada para fins ilícitos
O imóvel intervencionado, registado sob a denominação social ZAVOLI Conversiones de Autos a Gas Natural no bairro Santa Cruz Venta de Carpio, albergava 36 ecrãs que projetavam imagens ao vivo de múltiplos pontos estratégicos do concelho. Os equipamentos confiscados, avaliados preliminarmente em 20 milhões de pesos, incluíam dispositivos associados ao “Projeto Jaguar” – um sistema implementado em 2023 como parte da Estratégia Integral de Segurança para municípios prioritários.
De acordo com documentos oficiais, esta plataforma integra:
- Câmeras com reconhecimento facial e de placas
- Software de análise preditiva de padrões criminais
- Botões de pânico georreferenciados
- Centros de monitoramento com inteligência artificial
Implicações estratégicas da descoberta
A participação da inteligência naval e da Direção Geral de Cibersegurança sugere que o caso transcende o local. Especialistas consultados apontam que a infraestrutura intervencionada poderia ter permitido:
- Manipulação de evidências digitais
- Vigilância seletiva de objetivos específicos
- Interceptação de operações policiais
- Criação de redes de extorsão baseadas em informações privilegiadas
O evento ocorre em um contexto onde, segundo relatórios do Centro de Pesquisa e Ensino Econômico (CIDE), 12% dos sistemas estaduais de videovigilância apresentaram vulnerabilidades críticas nos últimos três anos. Ecatepec, com uma taxa de 98 crimes por 10.000 habitantes (ENSU 2024), representa um caso paradigmático dos riscos associados ao uso indevido de tecnologias de segurança.
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*Nota: A investigação ainda está ativa sob a proteção da SEMAR e da Procuradoria de Assuntos Especiais da Edomex.




