Principais números
O Governo do México informou uma queda de 53% na média diária de crimes de alto impacto desde 2018. O número passou de 969,4 para 455,8 casos por dia, segundo o Sétimo Relatório Semestral das Forças Armadas Permanentes em Tarefas de Apoio à Segurança Pública.
O documento, entregue à Comissão Permanente, destaca a intervenção do Exército, da Aeronáutica e da Marinha como factor central. Os dados mostram também uma redução de 40% nas vítimas de homicídio doloso entre setembro de 2024 e abril de 2026: de quase 83 para 49 por dia.
Durante os primeiros quatro meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, diminuíram o feminicídio, a extorsão, o sequestro para resgate, as lesões dolosas com arma de fogo, os roubos com violência e o roubo a transportador. O roubo de veículos caiu 56,5% em relação a 2018.
Implantação militar
A Secretaria de Defesa Nacional deslocou 45.247 militares entre novembro de 2025 e maio de 2026 em entidades com alta incidência de homicídios e violência. Mais de dois mil soldados foram enviados a Jalisco após a prisão e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. As operações também foram reforçadas na fronteira norte e em Michoacán.
A Marinha Mexicana ampliou sua presença com 3.742 elementos em 18 estados para vigilância e prevenção do crime. Além disso, alocou mais de 2.000 soldados para proteger 218 instalações estratégicas nos sectores energético e financeiro.
Em 2026, a Defesa Nacional contava com um orçamento de 170.753 milhões de pesos; 28,867 milhões foram destinados à segurança pública. O Secretário da Marinha recebeu mais de 3.477 milhões de pesos para tarefas de apoio.
O governo federal garantiu que a atuação militar seja mantida sob os princípios constitucionais: extraordinária, regulamentada, fiscalizada, subordinada e complementar às autoridades civis, com respeito aos direitos humanos. O relatório conclui que a participação das Forças Armadas continuará como eixo central da estratégia de segurança nacional.




