A postura da Defesa
O general Ricardo Trevilla Trejo rejeitou que o ex-secretário de Segurança de Sinaloa, Gerardo Mérida Sánchez — apontado pelos Estados Unidos por supostas ligações com o crime organizado — tenha uma relação de trabalho com a Secretaria de Defesa Nacional (Sedena).
“A General Mérida Sánchez se aposentará em 2022 e não tem vínculo empregatício com Sedena. Apenas vínculos administrativos com a ISSFA para questões de pagamento e serviços médicos”, declarou durante a conferência matinal de 16 de junho.
Quanto às declarações da governadora interina de Sinaloa, Yeraldine Bonilla, que garantiu que Sedena enviou Mérida à Secretaria de Segurança do Estado, Trevilla atribuiu a declaração a uma má interpretação. Ele explicou que os estados podem solicitar parecer sobre o histórico de um militar reformado, mas a decisão final cabe à autoridade local.
Acusações nos Estados Unidos
Mérida Sánchez é uma das 10 autoridades sinaloenses mencionadas por Washington por supostos acordos com o grupo criminoso de Sinaloa. O Departamento de Justiça o acusa de receber subornos de US$ 100 mil por mês de “Los Chapitos” em troca de informações sobre as operações.
Em 1º de junho, ele compareceu a um tribunal de Nova York. A juíza Katherine Polk Failla classificou as evidências como “abundantes” e marcou uma nova audiência para 4 de agosto. Mérida chegou algemada e algemada após se render voluntariamente em 11 de maio no México.
Trevilla afirmou que Sedena não tem informações sobre o caso: “É um assunto tratado pela FGR ou pelas autoridades norte-americanas”.




