De Niro e Fonda lideram terceira onda de protestos No Kings

O ator liderou, junto com outras figuras, protestos massivos anti-Trump em diversas cidades americanas.

As estrelas saem às ruas (de novo)

Robert De Niro, Jane Fonda e Bruce Springsteen não ficaram no sofá neste sábado. Eles lideraram a terceira edição dos protestos No Kings, que reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades dos Estados Unidos. Uma programação de luxo para um momento político intenso.

Em Nova York, De Niro foi direto ao ponto diante da multidão. Seu discurso não teve filtros:

“Não ao Rei Trump, não às guerras desnecessárias que massacram inocentes. Não a um líder corrupto. Trump deve ser detido.”

O ator acrescentou que o ex-presidente “não pode cometer todas as atrocidades que vem cometendo sem a cumplicidade do Congresso”. Palavras fortes, microfone aberto.

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Música para a resistência

Enquanto isso, em St. Paul, Minnesota, Springsteen optou pelas cordas de seu violão. Ele cantou “Streets of Minneapolis”, música que apresentou após os assassinatos de Alex Pretti e Renee Good nas mãos do ICE. Música como protesto, como sempre.

E em Washington D.C., o palco em frente ao Kennedy Center estava cheio de vozes. Joan Baez e a cantora e compositora Maggie Rogers se apresentaram no evento Artistas Unidos pela Nossa Liberdade. É organizado pelo Comitê da Primeira Emenda de Jane Fonda, porque, claro, Fonda tem um comitê para isso.

Billy Porter e o poeta Rupi Kaur também pegaram o microfone. Uma mistura geracional interessante: dos ícones dos anos 70 às novas vozes. Todos com a mesma mensagem.

O curioso é ver como essas mobilizações já têm uma tradição própria. Terceira edição, como se fosse um festival de verão… mas com cartazes e slogans políticos. O entretenimento e o ativismo continuam a dançar esse tango incômodo e, por enquanto, ninguém quer desistir.

Músicos sem rosto: a arte de desaparecer na indústria

Três grupos que transformaram o anonimato em marca registrada e a ausência em lenda.

O poder da invisibilidade

Enquanto a maioria constrói sua carreira com base na imagem pública, há grupos que decidiram o contrário: esconder o rosto, evitar os holofotes ou manter em segredo quem cria sua música.

Os Residentes: o mistério como marca

Desde 1970, este grupo americano levou o anonimato ao extremo. Com mais de 60 álbuns e turnês mundiais, seus integrantes nunca revelaram sua identidade. Eles sempre aparecem vestidos de fraque, cartola e enormes capacetes em formato de olhos. Em 2017, Hardy Fox admitiu ser um de seus fundadores, mas o resto permanece um mistério. Isso alimentou mitos que ligavam a banda aos membros dos Beatles ou Devo.

Sopor Aeternus: a alma gótica que não se deixa ver

Pilar da cena darkwave com quatro décadas de experiência. O projeto é liderado por Anna-Varney Cantodea, cuja verdadeira identidade é desconhecida. Sopor Aeternus & the Ensemble of Shadows têm uma extensa discografia e fãs fiéis, mas nunca deram um concerto ao vivo e as entrevistas são quase inexistentes. As únicas imagens disponíveis mostram uma estética gótica e vampírica que reforça o seu enigma.

Les Rallizes Dénudés: barulho e silêncio do Japão

Banda japonesa de rock psicodélico e noise, fundada em 1967. Eles construíram seu status cult rejeitando gravações de estúdio; Seu legado sobreviveu através de fitas piratas entre colecionadores. O líder, Takashi Mizutani, passou anos afastado da vida pública. Sua morte demorou para ser oficialmente confirmada, fechando a aura de mistério de um dos grupos mais enigmáticos do Japão.

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George Clooney receberá o Leão de Ouro em Veneza

O ator soma com este reconhecimento a sua décima primeira participação no festival italiano.

Um prêmio que celebra seu legado

O ator americano George Clooney será reconhecido com o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra na 83ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontecerá em setembro.

O prémio coroa uma história de onze participações no Lido. Tudo começou em 1998 com a exibição de Out of Sight e continuou no ano passado com Jay Kelly.

Alberto Barbera, diretor do concurso, elogiou a versatilidade de Clooney como ator, diretor e produtor. Ele destacou sua capacidade de transitar entre o cinema comercial de Hollywood e projetos com forte compromisso social.

Seu trabalho nos bastidores inclui filmes como Boa Noite e Boa Sorte e Os idos de março, ambos com notável carga política e humanitária. O ator, vencedor de dois Óscares e quatro Globos de Ouro, manifestou-se honrado pela distinção no seu festival preferido.

Além de sua carreira no cinema e de sua recente estreia na Broadway, indicada ao Tony, Clooney mantém um papel ativo como defensor dos direitos humanos e Mensageiro da Paz da ONU.

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Tony Dalton retorna ao teatro com ‘Amigos Intocáveis’

Tony Dalton retorna aos palcos após 8 anos com uma adaptação teatral do filme francês.

Um retorno esperado

Tony Dalton sobe novamente no palco teatral. Seu último trabalho foi Power Games em 2017. O cinema e a televisão o mantiveram ocupado até que o produtor Morris Gilbert lhe apresentou o roteiro de Amigos Intocáveis. Dalton aceitou imediatamente.

“Poder fazer teatro é uma benção para um ator… aqui você sente tudo e vai no momento”, comentou o ator.

Gilbert e Dalton tinham uma dívida pendente: eles não trabalhavam juntos desde mesma época do ano que vem, há 15 anos. A agenda do ator sempre impediu, mas há um ano tudo se alinhou. A adaptação do filme francês Amigos Intocáveis (2011) convenceu Dalton, que estreou ontem à noite no Teatro Centenario Coyoacán.

O trabalho

A história acompanha Felipe (Dalton), um milionário que fica tetraplégico após um acidente e entra em depressão. A sua vida muda quando Abel (Manuel Cruz Vivas, alternando com Sebastián Dante), um jovem do bairro sem experiência, se torna seu zelador. Juntos eles descobrem uma nova direção.

A direção e adaptação ficam a cargo de Angélica Rogel. O elenco inclui Daniela Luján, Mónica Dionne e Daniel Bretón. Durante quase duas horas, o público ri, se emociona e se conecta com essa dupla carinhosa.

Para Gilbert, encontrar sua co-estrela foi fundamental. “Isso foi para audições… tenho certeza que as pessoas virão ver os dois”, explicou ele. A cenografia de Aurelio Palomino transforma o espaço: de uma elegante residência a uma tarde de praia, tudo sem perder a magia teatral. Gilbert destacou a dificuldade de adaptar o filme ao teatro: “O desafio foi criar esses espaços de uma forma mágica e fluida”.

O elenco de Amigos Intocáveis promete uma experiência comovente e divertida.

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