Audiência preliminar define o futuro do cantor D4vd
Um juiz de Los Angeles decidirá esta semana se há provas suficientes para levar a julgamento o cantor D4vd, acusado da morte e descoberta de restos mortais de um menor de 14 anos. A vítima teria ameaçado expor seu relacionamento.
A audiência, sem júri, durará quatro dias. A juíza Charlaine Olmedo avaliará se a acusação demonstrou causa provável. D4vd, cujo nome legal é David Burke, 21 anos, foi preso em abril e se declarou inocente de assassinato, agressão sexual contínua de um menor e mutilação ilegal de restos mortais humanos.
Segundo os promotores, as evidências indicam que Burke levou a vítima para uma casa em Hollywood Hills, esfaqueou-a várias vezes e depois desmembrou seu corpo na garagem com motosserras. A menor, natural de Lake Elsinore, Califórnia, foi recolhida em um carro na noite de 23 de abril de 2025. Seu telefone parou de funcionar depois de chegar em casa.
Os investigadores encontraram o DNA de Burke em manchas de sangue na garagem, bem como registros de compras de motosserras e piscinas infantis usadas para separar os restos mortais. O corpo em decomposição foi encontrado meses depois no porta-malas de um Tesla registrado em nome do réu, estacionado perto de sua casa.
Um relacionamento que começou quando ela tinha 11 anos
Documentos judiciais detalham que Burke conheceu a vítima quando ela tinha 11 anos. Ele começou a abusar sexualmente dela aos 13 anos. Quando o menor ameaçou denunciá-lo, ele supostamente a matou. Mensagens de texto e fotos de conteúdo sexual fazem parte das provas.
A defesa, liderada pelo advogado Blair Berk, sustenta que Burke não é responsável. Ele não apresentou publicamente sua versão dos acontecimentos. O cantor continua detido sem fiança e foi negado o uso de terno na audiência.
Antes da prisão, Burke vivia uma ascensão musical com músicas que misturavam indie rock, R&B e lo-fi pop, viralizando no TikTok e no Spotify. Sua carreira foi suspensa atrás das grades.




