A música que desencadeou uma guerra legal
Os adeptos do Crystal Palace fizeram do insulto à UEFA o seu grito de guerra. A frase, que combina um palavrão com o nome da organização, já é ouvida em games há meses. A UEFA respondeu com multas e processos disciplinares.
O clube defendeu seus torcedores. Perante os tribunais europeus, citou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e a liberdade de expressão. Para a UEFA, a canção “não é humorística nem satírica, mas sim um insulto grave”.
Na quarta-feira, em Leipzig, o Palace enfrentará o Rayo Vallecano na final da Conference League. Uma competição que eles nunca procuraram.
Proprietários, juízes e um torneio imposto
Na temporada passada, o Palace venceu a FA Cup ao vencer o Manchester City. Foi o primeiro grande troféu em 120 anos. Isso lhe deu uma passagem para a Liga Europa, o segundo torneio continental.
Mas as regras da UEFA impedem que duas equipas com o mesmo proprietário participem na mesma competição. John Textor, então acionista minoritário do Palace, também controlava o Lyon, que se classificou para a Liga Europa. Embora Textor tenha vendido sua participação ao magnata americano Woody Johnson, dono do NFL Jets, a decisão chegou tarde.
O Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) decidiu contra o Palace. Considerou que Textor teve “influência decisiva” no clube inglês. Assim, o Palace foi rebaixado para a Liga Conferência.
Agora, na final, a torcida promete fazer ouvir seu descontentamento. O canto proibido soará novamente.




