O sonho celestial (ou a ilusão que todos previmos)
Ah, Cruz Azul, aquele time que está sempre “a dois passos da glória” mas que, por algum motivo cósmico, acaba tropeçando na própria sombra. Desta vez, porém, a máquina parece determinada a quebrar a maldição (ou pelo menos é o que dizem). Willer Ditta, o zagueiro colombiano que perdeu o jogo de ida por acúmulo de cartões (porque, claro, o que seria do futebol sem uma arbitragem questionável?), deixou claro: “Queremos a dobradinha”. Que novidade! Como se não soubéssemos que todas as equipes sonham em ganhar tudo… até que a realidade lhes dá um tapa na cara.
James Rodríguez: o vilão do filme (ou aquele que poderia estragar a festa)
Mas nem tudo é ótimo em La Noria. Enquanto Ditta retorna, León prepara sua própria carta na manga: James Rodríguez, aquele jogador que, quando quer (e isso é fundamental), pode fazer uma partida parecer um tutorial de FIFA. “Conhecemos as qualidades dele”,disse Ditta, no que poderia ser o eufemismo do ano. Tradução: “Espero que você tenha um dia ruim, porque se não, estamos fritos.”.
E enquanto o time se prepara para o duelo, a torcida celeste (aquela que viu mais finais perdidas do que novelas repetidas) parece voltar a acreditar. “Eles se sentem identificados com esse Cruz Azul”, comentou Ditta. Claro, porque nada une mais do que drama e esperança… até o minuto 85.
O treinador interino e a eterna montanha-russa azul-celeste
Como se não bastasse, a equipe agora navega sob o comando de Vicente Sánchez, o técnico uruguaio que chegou depois que Martín Anselmi decidiu que, bem, “é melhor eu ir embora agora que eles ainda me querem”. Ditta, num exercício de diplomacia digno da ONU, elogiou Sánchez: “Ele nos dá liberdade no campo”. Ou seja, ele deixa que façam o que quiserem, desde que ganhem (porque senão já sabemos como isso termina).
Mas nem tudo é um caos. Segundo Ditta, o time “amadureceu” com as ligas anteriores. Tradução: “Já sabemos o que é perder dolorosamente, então desta vez tentaremos não perder.” Com uma vantagem de 3-2, as coisas parecem boas… mas este é o Cruz Azul, então é melhor não reivindicar a vitória até o árbitro apitar pela quinta vez.
Será que conseguirão o dobro? Ou será mais um capítulo de “Quase, mas não”? No domingo saberemos. Enquanto isso, os fãs podem continuar sonhando (e rezando).
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