Credit Suisse investigado por contas ligadas ao nazismo

Um senador dos EUA revela quase 900 contas no Credit Suisse com possíveis ligações com o regime nazista.

Um fantasma do passado retorna aos bancos suíços

O senador norte-americano Chuck Grassley lançou uma bomba pouco antes de uma audiência importante em Washington. Segundo ele, uma investigação independente identificou 890 contas no banco suíço Credit Suisse com possíveis ligações ao nazismo.

A audiência do Comité Judiciário do Congresso teve um objectivo claro: analisar como as entidades bancárias poderiam ter facilitado o Holocausto. E estes novos dados dão uma reviravolta explosiva ao debate.

“Entre as contas detectadas estão registos até então desconhecidos da época da Segunda Guerra Mundial, pertencentes ao Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, a uma empresa alemã de fabrico de armas e à Cruz Vermelha Alemã”, explicou o legislador.

Eles não são apenas números. São nomes, instituições e um passado que muitos pensavam estar enterrado. Grassley, que preside o comitê e acompanha o caso há anos, foi contundente: essas revelações obrigam a reabertura de investigações anteriores.

RelacionadoMéxico cai para a Suíça em amistoso cheio de erros evitáveis

A Suíça e a sua lendária discrição bancária têm lutado com as sombras da Segunda Guerra Mundial há décadas. Agora, o Credit Suisse regressa ao centro da tempestade. A pergunta que paira no ar é incômoda: quanto mais há para descobrir?

Para as vítimas e suas famílias, esta não é uma história antiga. É um lembrete doloroso de como o sistema financeiro pode ser cúmplice de uma tragédia humana. E para os reguladores, é um sinal claro: algumas feridas nunca cicatrizam totalmente.

Irã ataca usina de dessalinização no Kuwait

Um ataque iraniano danificou uma central de água e energia no Kuwait, afectando o abastecimento de água potável.

Ataque a planta estratégica no Kuwait

Na sexta-feira, um ataque iraniano atingiu uma central de energia e dessalinização no Kuwait, causando danos a várias unidades de geração de energia e um incêndio que foi controlado por equipas de emergência. As autoridades do Kuwait ativaram planos de contingência para manter o abastecimento de água e eletricidade.

O Kuwait depende da dessalinização para cerca de 90% da sua água potável, à semelhança de outros países do Golfo, como Omã e a Arábia Saudita. A maioria destas instalações situa-se na costa do Golfo Pérsico, o que as torna vulneráveis ​​a ataques de mísseis ou drones.

Este incidente destaca a fragilidade das infra-estruturas críticas no Médio Oriente no meio da escalada regional.

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América Latina reforça planos de emergência para El Niño

Os países da região ativam protocolos em resposta ao fortalecimento do El Niño no Pacífico.

Os governos da América Latina estão a acelerar os seus planos de emergência face ao fortalecimento do fenómeno El Niño no Pacífico. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o evento já está em curso e alertou que os países devem agir cedo para reduzir os impactos.

Governos agem

O Brasil reforçou suas brigadas contra incêndios florestais. A Colômbia ativou sistemas de monitoramento de água. Outras nações centro-americanas estão a trabalhar em planos para proteger comunidades vulneráveis ​​e garantir serviços básicos. Os especialistas salientam que, embora o fenómeno se desenvolva gradualmente, as autoridades costumam adiar as ações preventivas até que as emergências já estejam em curso.

Impacto esperado

Secas, calor extremo, incêndios, inundações e impactos nos sistemas de água, energia e transporte são esperados. A produção agrícola e o acesso à água potável poderão ser seriamente prejudicados, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. A OMM insiste que a preparação antecipada é fundamental para mitigar os efeitos adversos previstos nos próximos meses.

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Xi Jinping apela à governação global da IA ​​sem domínio unilateral

A China propõe cooperação internacional em inteligência artificial e oferece formação aos países em desenvolvimento.

China aposta na governança global da IA

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou à promoção da governação global da inteligência artificial (IA) e afirmou que o seu desenvolvimento não deve pertencer a um único país. Durante a abertura da Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial, em Xangai, questionou o que chamou de “exagero” do conceito de segurança nacional nesta área, numa clara referência às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos.

“A inteligência artificial deve se tornar uma sinfonia de cooperação global, e não uma competição isolada entre nações”, disse Xi.

Como parte da sua estratégia, a China reforçará a colaboração em IA com organizações como a ASEAN, a Liga Árabe, a União Africana, a CELAC e os países BRICS. Além disso, oferecerá cinco mil oportunidades de formação aos países em desenvolvimento nos próximos cinco anos.

Acordo multilateral em Xangai

Antes do evento, 29 países – incluindo Rússia, Paquistão e Cazaquistão – assinaram um acordo com Pequim para criar uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, com sede em Xangai. Os analistas interpretam esta iniciativa como a resposta da China ao quadro Pax Silica dos EUA, que procura fortalecer as cadeias de abastecimento de IA com os seus aliados.

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