O drama que ninguém quer ver (mas que ainda está aí)
Imagine que seu ente querido desaparece como um meme esquecido no Twitter, mas em vez de curtidas, o que chove são desculpas do governo. É isso que vivem coletivos como “Famílias Buscadoras de Yucatán” e “Más Fuertes que siempre”, que acabam de divulgar o incômodo fato do ano: 200 pessoas desaparecidas no estado. Sim, 200. O equivalente a encher dois aviões de passageiros… que nunca pousaram.
“Não temos advogados, mas temos memes de indignação”
Maricela Orozco Montalvo, presidente de “Más Fuertes que siempre” (nome que parece tirado de um álbum de Beyoncé, mas com menos brilho e mais dor), diz claramente: “As famílias administram-se como podem, porque aqui o Estado se destaca pela sua ausência”. Entre custos de busca, medo de denunciar e o clássico “vai aparecer” das autoridades, o combo é tão desanimador quanto tentar encontrar um iPhone perdido sem o “Encontre meu aparelho”.
E tenha cuidado, porque as vítimas não são um monólogo: adolescentes, idosos, mulheres… um caldeirão de histórias truncadas que podem ser de qualquer pessoa. “Mas como não é CDMX ou Monterrey, parece que ninguém se importa”, diz ironicamente um membro dos grupos, enquanto verifica seu WhatsApp caso *aquela* ligação chegue.
A iniciativa legal que parece boa (no papel)
Para não permanecer no drama, o Congresso local promete reformas: planilhas de busca em espanhol *e* maia (porque a burocracia também deve ser inclusiva), apoio psicológico (algo que eles precisam mais do que um café depois de assistir *This Is Us*) e até prestação de contas anual. Parece legal, mas assim como aquela academia que você jurou entrar em janeiro, teremos que ver se isso se concretiza.
Enquanto isso, os grupos continuam em modo de “autogestão”: sem advogados, sem orçamento e com uma paciência que faria um mestre Zen parecer um troll do Reddit. “Ajudamo-nos uns aos outros, porque aqui o único protocolo é não ficar calado”, conclui Orozco.
E agora? Compartilhe esta nota. Porque em Yucatán existem 200 razões para não olhar para o outro lado. Quer saber mais sobre crises humanitárias? Explore nossa pesquisa.
PS: Se você acha que isso “não combina com você”, lembre-se que nesta vida a única coisa certa são os impostos… e que ninguém está isento da falha do sistema.




