A movimentação cultural da Copa do Mundo: arte que sai e volta
Claudia Curiel de Icaza, Secretária de Cultura, deixou isso claro hoje no Palácio Nacional. A coleção Gelman Santander não acabou para sempre. Ele só sai em turnê.
Na conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum, Curiel foi contundente: “A coleção ainda é mexicana, não foi vendida.” Suas palavras buscaram acalmar as águas após rumores sobre uma possível saída definitiva.
“A coleção é mexicana, não é vendida, só sai temporariamente e faz parte desta oferta cultural durante a Copa do Mundo.”
Aqui está o detalhe que muitos estavam esperando. A atual exposição no Museu de Arte Moderna estará patente até julho. A razão? Que milhões de visitantes da Copa do Mundo FIFA de 2026 possam vê-lo.
Mas isso tem regras muito específicas. A Lei dos Monumentos estabelece que só pode sair temporariamente. E a Lei Aduaneira exige que ele retorne a cada dois anos.
“A exposição e o acervo deverão retornar ao México a cada dois anos, conforme estabelecido pela Lei Aduaneira.”
Então o calendário já está marcado. O acordo é de cinco anos para conservação e supervisão internacional. Mas em 2028, as peças voltarão para casa.
É uma jogada inteligente. O México mostra sua herança cultural ao mundo durante o evento esportivo mais assistido do planeta. E então, ele recupera o que é dele. Art como embaixador temporário.
O que está claro é que ninguém está vendendo nada. Apenas emprestando para que o mundo conheça uma parte fundamental da arte contemporânea mexicana.




