A Coordenação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) pediu à presidente Claudia Sheinbaum que defina se manterá negociações com o magistério ou priorizará outros setores. A exigência ocorre após semanas de protestos contra a Lei ISSSTE de 2007 e mudanças no sistema previdenciário.
“O governo federal deve esclarecer se a mesa de diálogo ainda está aberta. Estamos dispostos a negociar e aguardamos uma convocação oficial”, disse Pedro Hernández Morales, secretário-geral da Seção 9 da CNTE.
Durante uma conferência perto do monumento El Caballito, onde os professores realizaram manifestações, Hernández questionou a posição oficial e destacou que as propostas atuais não atendem às reivindicações centrais dos trabalhadores.
Por sua vez, Elvira Veleces Morales, secretária-geral da Seção 14 de Guerrero, qualificou a oferta governamental como insuficiente. Rejeitou que as mudanças relacionadas com os Afores representem uma solução real para a profissão docente e negou que os dirigentes da CNTE tenham recebido benefícios económicos para travar as mobilizações.
O movimento ainda aguarda uma resposta clara que permita avançar na mesa de diálogo.
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