A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emitiu uma recomendação ao IMSS Bienestar pela morte de uma pessoa privada de liberdade. O paciente não recebeu atendimento médico adequado no Hospital Geral de Guasave, Sinaloa, após ser transferido do Centro Federal de Reinserção Social nº 8 devido a uma crise hipertensiva.
Omissões em emergências
A agência documentou que a pessoa deu entrada no pronto-socorro nos dias 4 e 5 de dezembro. A equipe médica não realizou avaliações neurológicas essenciais para detectar possíveis danos cerebrais. Também não solicitou atenção urgente de especialistas em Neurologia e Terapia Intensiva.
Além disso, não foram fornecidos medicamentos para controlar adequadamente a pressão arterial. Isso gerou atraso no atendimento e piorou o estado de saúde do paciente, que apresentou sangramento cerebral que não foi detectado ou tratado em tempo hábil.
Responsabilidades designadas
A CNDH concluiu que houve omissões tanto por parte dos responsáveis diretos quanto daqueles que deveriam supervisionar o atendimento. A vítima foi atendida por dois médicos lotados no Pronto Atendimento e três internos de graduação.
Diante disso, a organização recomendou que o IMSS Bienestar colabore na reclamação administrativa contra os dois médicos perante o Órgão de Controle Interno, para apurar possíveis responsabilidades. Solicitou também a implementação de processos de profissionalização do pessoal do Pronto-Socorro do Hospital Geral de Guasave e a emissão de uma circular que reforce o cumprimento das obrigações sanitárias.




