Brugada x CNTE: o cabo de guerra entre urnas e faixas
Ah, a CNTE. Aqueles professores que, entre as greves, nos lembram que a educação no México é como um meme: todo mundo fala sobre isso, mas ninguém sabe como consertar. Desta vez, a Chefe do Governo, Clara Brugada, saiu com o seu melhor sorriso político (aquele que usam quando gritam internamente) para dizer que “confia” que os professores não transformarão as eleições judiciais de 1 de junho em mais um episódio de Caos no CDMX. Spoiler: ninguém acredita.
“Não boicote, por favor”: o pedido do funcionário
Entre frases cuidadosamente adoçadas para não incendiar o Twitter, Brugada soltou preciosidades como: “Até agora não ouvi diretamente que os professores estão propondo um boicote.”. Em outras palavras, o clássico “Espero que não, mas por precaução, avisarei que estamos de olho em você”. Porque, sejamos honestos, se a CNTE tivesse um peso por cada vez que protesta durante as eleições, já teria financiado o seu próprio sistema educativo alternativo.
O funcionário até deu dicas dignas de uma novela: “Isso os colocaria em uma situação… politicamente eles teriam que explicar”. Tradução do milênio: “Crianças, se vocês forem espertos demais, até eu terei que postar um tópico no Twitter explicando por que vocês são os vilões desta história.”.
E claro, o pequeno discurso de “Eu respeito a luta deles, mas…” não poderia faltar. O mesmo tom que você usa quando diz ao seu colega de quarto “sim, entendo que você queira transformar a sala em um santuário de plantas, mas o cheiro de terra molhada me dá enxaqueca.” Claro, com a diferença de que aqui estamos falando de estradas bloqueadas e não de vasos no sofá.
El Zócalo: O Airbnb das manifestações
Enquanto isso, no coração da cidade, o corpo docente ainda está mais consolidado que o seu ex nas redes sociais. Brugada prometeu que o secretário de Governo, César Cravioto, falaria com os empresários afetados (leia-se: aqueles que já perderam mais dinheiro que um acionista da Tesla). Porque, no final das contas, o trânsito livre é sagrado… até que alguém se lembre que nesta cidade um dia sem trânsito é como um unicórnio: todo mundo fala sobre isso, mas ninguém viu.
É claro que o patrão deixou claro que o direito de protestar não está em discussão (porque, convenhamos, tentar tirá-lo da CNTE é como tentar tirar o café de um millennial numa manhã de segunda-feira: missão suicida). Mas nas entrelinhas a mensagem era: “Faça a sua bagunça, mas vamos votar em paz.”. Isso funcionará? Apostamos que não, mas pelo menos forneceu material para memes.
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