CJNG mantém operação com estrutura regional após morte de El Mencho

García Harfuch explica que os líderes regionais evitaram uma escalada violenta após a morte do chefão.

Quase quatro meses após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, o Secretário de Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que o Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG) tem sustentado a sua operação através de líderes regionais já estabelecidos. Essa estrutura, disse ele, evitou uma escalada de violência.

Operação CJNG após a morte de ‘El Mencho’

Durante a conferência matinal no Palácio Nacional, o responsável explicou que as autoridades identificaram uma clara divisão territorial dentro do grupo.

“Eles têm líderes regionais muito identificados, com territórios muito marcados. Isso também permitiu, de uma forma ou de outra, que não houvesse falta de controle ou violência excessiva”, observou.

García Harfuch indicou que após a morte de Oseguera Cervantes, as forças federais continuaram com as operações e capturas de membros relevantes.

“Posteriormente, continuaram a haver detenções por parte do Gabinete de Segurança, Defesa e Marinha, e os líderes regionais continuam a ter mandados de prisão; alguns para fins de extradição”, explicou ele.

Quanto às ligações com o Cartel de Sinaloa, o secretário sustentou que a principal ligação era o próprio “Mencho” com uma de suas facções.

“Principalmente era o próprio líder, o líder principal, que era o elo direto com uma facção do Cartel de Sinaloa, especificamente com Los Chapos. Não identificamos isso no momento”, afirmou.

Questionado se Juan Carlos Valencia González, enteado de Oseguera Cervantes, assumiu a liderança – conforme noticiado por um meio de comunicação americano em abril – García Harfuch o reconheceu como um dos comandantes mais relevantes.

“Ele é definitivamente um dos líderes regionais mais fortes que o grupo criminoso possui”, disse ele.

O secretário também apresentou um balanço da operação de segurança para a Copa do Mundo. Ele disse que tem funcionado com sucesso em todo o país, com trabalho coordenado com os entes federais. “Neste momento estamos bem em todos os estados da República e continuaremos assim”, concluiu.

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Polêmica sobre entrevista com Monsiváis chega ao Senado e ao Palácio

A republicação de uma entrevista de 1999 desencadeia acusações entre o Executivo e os legisladores.

A republicação de uma antiga entrevista atribuída a Carlos Monsiváis subiu esta quarta-feira ao centro do debate político mexicano. O assunto foi discutido tanto no Senado quanto na conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum.

O texto original foi escrito pelo jornalista Edmundo Cázares em 1999 e recentemente republicado pelo El Universal. Contém declarações sobre o então chefe de governo Andrés Manuel López Obrador. Sua veracidade e contexto têm sido questionados, gerando posições conflitantes.

Sheinbaum descreve o conteúdo como “grotesco”

Durante sua conferência, a presidente criticou duramente a publicação. Ele qualificou o conteúdo de “grotesco” e acusou o meio de gerar uma polêmica que distorce a homenagem ao intelectual mexicano.

Reações no Senado

A questão também chegou ao Congresso. A senadora Lilly Téllez leu fragmentos do texto na plataforma. Em resposta, Gerardo Fernández Noroña rejeitou a sua utilização e sustentou que se tratava de uma publicação falsa com intenção de ataque político.

A troca reflete a polarização em torno da figura de López Obrador e a utilização de documentos históricos como armas partidárias.

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PRI exige ação urgente contra a violência em Guerrero

Denunciam uma incursão de civis armados em Coyuca de Catalán; partido pede intervenção estatal.

A liderança nacional do PRI exigiu que o Estado mexicano interviesse urgentemente em resposta à denúncia dos habitantes do ejido Guajes de Ayala, em Coyuca de Catalán, Guerrero. Os residentes relataram a incursão de civis armados na sua comunidade na Sierra.

Chame por segurança

Alejandro Moreno Cárdenas, presidente do partido, pediu às autoridades que garantam a segurança das famílias. Alertou que estes acontecimentos não devem ser normalizados devido ao risco que representam para a população civil.

O dirigente destacou que em diversas comunidades de Guerrero vivem sitiadas por grupos armados. Isto tem causado deslocamentos, confinamento de habitantes e um clima constante de medo e incerteza. Considerou necessária uma resposta imediata do Estado.

Moreno Cárdenas também criticou o governo federal por minimizar a situação de violência no país. Afirmou que a população enfrenta condições de insegurança que requerem atenção prioritária para restaurar o Estado de direito na região.

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Inflação no México desacelera e permanece na meta do Banxico

A inflação cai para 3,55% na primeira quinzena de junho, dentro da meta do Banxico.

A inflação no México continua a diminuir. Segundo Inegi, situou-se em 3,55% ao ano durante a primeira quinzena de junho. Isso representa uma queda de 0,11 ponto percentual em relação à segunda quinzena de maio.

Com três meses consecutivos de desaceleração, o indicador permanece dentro da meta do Banxico (3% mais/menos um ponto). Este nível é fundamental para o poder de compra.

Pressões sobre o núcleo da inflação

No entanto, as pressões permanecem. O núcleo da inflação – que reflete tendências de médio e longo prazo – ficou em 4,12%, com aumento quinzenal de 0,19 ponto. Nessa categoria, as mercadorias cresceram 3,65% ao ano e os serviços, 4,57%.

Inflação não core e sazonalidade

Em contraste, a inflação não subjacente desacelerou para 1,61% anualmente, impulsionada pela queda nos preços agrícolas. Produtos como tomate, ovos e pimentão poblano registraram reduções significativas.

O relatório também refletiu movimentos sazonais nos serviços turísticos, relacionados com o verão e a Copa do Mundo de Futebol. Transporte aéreo, hotéis e pacotes turísticos aumentaram. Apesar disso, os analistas prevêem uma tendência favorável no final do ano.

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