Quase quatro meses após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, o Secretário de Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que o Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG) tem sustentado a sua operação através de líderes regionais já estabelecidos. Essa estrutura, disse ele, evitou uma escalada de violência.
Operação CJNG após a morte de ‘El Mencho’
Durante a conferência matinal no Palácio Nacional, o responsável explicou que as autoridades identificaram uma clara divisão territorial dentro do grupo.
“Eles têm líderes regionais muito identificados, com territórios muito marcados. Isso também permitiu, de uma forma ou de outra, que não houvesse falta de controle ou violência excessiva”, observou.
García Harfuch indicou que após a morte de Oseguera Cervantes, as forças federais continuaram com as operações e capturas de membros relevantes.
“Posteriormente, continuaram a haver detenções por parte do Gabinete de Segurança, Defesa e Marinha, e os líderes regionais continuam a ter mandados de prisão; alguns para fins de extradição”, explicou ele.
Quanto às ligações com o Cartel de Sinaloa, o secretário sustentou que a principal ligação era o próprio “Mencho” com uma de suas facções.
“Principalmente era o próprio líder, o líder principal, que era o elo direto com uma facção do Cartel de Sinaloa, especificamente com Los Chapos. Não identificamos isso no momento”, afirmou.
Questionado se Juan Carlos Valencia González, enteado de Oseguera Cervantes, assumiu a liderança – conforme noticiado por um meio de comunicação americano em abril – García Harfuch o reconheceu como um dos comandantes mais relevantes.
“Ele é definitivamente um dos líderes regionais mais fortes que o grupo criminoso possui”, disse ele.
O secretário também apresentou um balanço da operação de segurança para a Copa do Mundo. Ele disse que tem funcionado com sucesso em todo o país, com trabalho coordenado com os entes federais. “Neste momento estamos bem em todos os estados da República e continuaremos assim”, concluiu.




