Chips cerebrais restauram mobilidade e voz aos pacientes

Dois estudos na Nature Medicine mostram avanços em chips cerebrais para ELA e Parkinson.

Avanços nas interfaces cérebro-computador

Duas investigações publicadas na Nature Medicine confirmam que a neurotecnologia não é mais ficção científica. Um homem com esclerose lateral amiotrófica grave (ELA) conseguiu comunicar a partir de casa graças a um chip implantável, utilizado durante dois anos. O estudo, liderado por Sergey Stavisky e David Brandman (Universidade da Califórnia, Davis), é o primeiro a demonstrar que estes dispositivos podem ser operados fora do laboratório.

“É um importante passo em frente, embora ainda não se saiba se pode ser generalizado”, disse Luca Berdondini, investigador do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) em Génova.

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No segundo estudo, coordenado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) e pelo Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), 40 pacientes com Parkinson melhoraram a marcha. Um chip aliado à inteligência artificial interpreta a atividade cerebral em tempo real e ajusta a estimulação elétrica de forma autônoma. A técnica, usada há 30 anos, agora está se tornando muito mais adaptável.

O desafio de levar tecnologia para a clínica

Ambos os casos refletem uma carreira global. Berdondini alerta que “a Europa corre o risco de ficar atrás dos Estados Unidos e da China” devido a barreiras regulatórias. Embora a investigação europeia tenha avançado, a transição dos ensaios para a aplicação clínica precisa de ser acelerada, respeitando a ética.

A chegada do Neuralink de Elon Musk acelerou o ritmo. “Estes resultados são um estímulo para as empresas, porque mostram que o caminho é viável”, concluiu o investigador. O desafio agora é levar estas conclusões a mais pessoas e garantir que a concorrência tecnológica não deixa a Europa para trás.

Strawberry Moon: a lua cheia de junho chegará no dia 29

A Lua Morango iluminará o céu noturno no dia 29 de junho. Conheça sua origem e outros nomes.

O céu noturno oferecerá um evento astronômico notável no final de junho. A Lua Cheia desse mês, conhecida como Lua do Morango, atingirá seu esplendor máximo na segunda-feira, 29 de junho, segundo o portal especializado Star Walk.

Quando e como ver?

A lua cheia ocorrerá exatamente às 17h57, horário central do México. Será a primeira Lua cheia após o solstício de verão, que segundo a mesma fonte acontecerá no domingo, 21 de maio. O satélite estará totalmente iluminado de 28 a 30 de junho.

A origem do nome

Apesar do que seu apelido sugere, a Lua não assume tonalidade rosada ou avermelhada. O nome “Strawberry Moon” vem dos povos nativos da América do Norte, que a batizaram assim por coincidir com a época de colheita desta fruta em diversas regiões do continente.

Em outras culturas, esta mesma lua cheia recebe nomes como:

  • Lua de Moras
  • Lua de mel
  • Rosa Lua
  • Lua de frutas maduras
  • Jardim Lua
  • Lua Verde do Milho
  • Lua Ventosa
  • Nascimento da Lua
  • Lua quando o búfalo berra

Todos esses apelidos estão ligados a fenômenos naturais típicos da mesma época do ano.

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A praga mais antiga: vestígios de 5.500 anos atrás na Sibéria

Vestígios de peste de 5.500 anos atrás encontrados em dentes de caçadores-coletores siberianos.

Os cientistas identificaram as primeiras evidências de peste conhecidas até agora: vestígios de DNA bacteriano nos dentes de caçadores-coletores enterrados perto do Lago Baikal, na Sibéria. A datação por carbono indica que a doença causou surtos há cerca de 5.500 anos, cerca de 200 anos antes do que se pensava anteriormente.

Encontrando na Sibéria

Uma equipe liderada pelo geneticista Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, analisou restos mortais de quatro cemitérios. Eles encontraram vestígios de Yersinia pestis nos dentes de 18 indivíduos. O namoro revelou dois episódios de infecção.

“Para compreender a nossa própria história, compreender a história da peste é extremamente importante”, disse Willerslev.

A praga pré-histórica se espalhou em etapas. Segundo os autores, provavelmente foi transmitido por marmotas – roedores nativos – quando as pessoas consumiam seus órgãos crus ou manuseavam peles infectadas. Também se espalha de pessoa para pessoa através da tosse ou espirro.

Muitos dos falecidos eram crianças entre 8 e 11 anos. Três meninas foram enterradas juntas; dois eram primos. Uma tia e seu sobrinho foram encontrados em outra vala comum. “Havia pessoas que enterravam os mortos e sabiam quem eles eram. É um elemento muito humano”, disse o coautor Ruairidh Macleod, especialista em DNA antigo da Universidade de Oxford.

Implicações do estudo

Os pesquisadores observam que as crianças podem estar em maior risco devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. A presença de múltiplas vítimas sugere que a peste pré-histórica causou tanto casos isolados como surtos, disse a geneticista Aida Andrades Valtueña, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, que não esteve envolvida no estudo.

Esta antiga cepa evoluiu muito antes da peste bubônica responsável pela Peste Negra medieval. No entanto, há evidências de que as pragas anteriores eram igualmente graves. A doença não afetou apenas cidades populosas, mas também pequenos grupos nômades.

“Compreender os passos que as bactérias seguiram para se tornarem o patógeno mortal que conhecemos hoje pode fornecer pistas sobre como os patógenos poderão surgir no futuro”, escreveu Andrades Valtueña.

O estudo foi publicado quarta-feira na revista Nature.

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Copa do Mundo 2026: a tecnologia que vai transformar a forma como você assiste futebol

Dados, IA e avatares 3D mudarão a experiência dos fãs no torneio trinacional.

Quase 50 seleções, três países e mais de cem partidas. A Copa do Mundo de 2026 não será apenas a maior da história, mas também transformará a forma como assistimos ao futebol em casa. A inteligência artificial e as estatísticas avançadas serão as protagonistas.

Ferramentas como o Football AI Pro, criado com a Lenovo, ajudarão os treinadores a se prepararem para as partidas e a detectarem pontos fracos. Para o telespectador, os dados serão convertidos em gráficos e resumos que explicam o que está acontecendo na quadra.

Como a experiência muda

No Qatar 2022, já foram utilizadas 12 câmeras para rastrear a bola e 29 pontos corporais de cada jogador 50 vezes por segundo. Até 2026, esse nível de detalhe será a norma. As estatísticas não serão mais números frios: linhas defensivas, mapas de calor e padrões de movimento serão exibidos.

Além disso, a organização anunciou avatares 3D para recriar jogadas e decisões de arbitragem. Assim, conceitos táticos como alta pressão ou bloco compacto serão visuais e de fácil compreensão.

A Copa do Mundo de 2026 manterá a emoção dos gols e das surpresas, mas com ferramentas que nos permitam entender melhor o jogo. A tecnologia não elimina a paixão, mas adiciona contexto.

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