Quando a política se torna um campo de batalha (e não exatamente de ideias)
Ah, Cidade do México, onde o INE acaba de estrear o seu primeiro drama de género político da época eleitoral. Acontece que Olivia Aguirre Bonilla, candidata a ministra da Suprema Corte, levantou a mão para dizer: “Basta! Minha vida privada não é material para debate público.”. E não, não é um episódio de House of Cards (embora o roteiro preveja isso).
O “kit de ataque” vintage: fotos íntimas e alianças duvidosas
A acadêmica denunciou que o portal Plan de Vuelo MX – que parece uma revista aeronáutica, mas mais parece um tablóide – publicou suas imagens pessoais sem consentimento. O culpado? Segundo ela, Luis Rubén Maldonado, personagem “vinculado e financiado” pela governadora de Chihuahua, Maru Campos (sim, aquela do PAN que agora tem seu polêmico spin-off). “Sério, em 2025 eles ainda usam o manual sexista de 1950?”, perguntamos enquanto reviramos os olhos.
O pior: Aguirre Bonilla é uma das 1.450 mulheres que concorrem nestas eleições judiciais (52% do total, para que depois digam que não há representação). Mas é claro que alguns preferem falar sobre sua vida privada em vez de seu doutorado em direitos humanos ou de sua carreira na Universidade Autônoma de Ciudad Juárez. Prioridades, certo?
A candidata – especialista em violência de gênero e ex-membro de comissões contra o tráfico de pessoas – enviou uma mensagem clara: “Não ficarei em silêncio.”. E aliás, exigiu que Campos“cessasse seus ataques” e convidou outros candidatos a denunciar qualquer agressão. Porque, sejamos honestos, se até um especialista no assunto sofre com isso, que esperança há para o resto?
Você está tão irritado quanto nós? Compartilhe esta história e continue explorando como o machismo continua a se infiltrar em espaços de poder. Porque mudar o sistema começa por não normalizar essas práticas. 🔥




