Cananea encerra 18 anos de greve com acordo unânime

Depois de quase duas décadas de luta, os mineiros selam um acordo histórico que põe fim a um dos mais longos e emblemáticos conflitos laborais do México.

Um final que parecia ficção: termina a greve de Cananea

Fiquem à vontade, pois isso não é uma novidade qualquer. Depois de mais de 18 anos – sim, o suficiente para um bebê terminar o ensino médio e começar a questionar suas decisões de vida – o épico, exaustivo e quase mitológico conflito trabalhista nas minas de Cananea, Sonora, chegou ao fim. O resultado? Os trabalhadores da Seção 65 do Sindicato Nacional de Mineração aprovaram por unanimidade um acordo definitivo. Caso alguém tivesse dúvidas sobre a história do momento: foi unânime. Nem um único voto contra, sugerindo que o cansaço era tão monumental que até o colega mais teimoso levantava a mão pensando que era para pedir a hora da partida.

Este encerramento da greve não é apenas o fim de uma disputa; É o epílogo de uma saga que definiu a resistência sindical no México. Imagine: tudo começou em 2007, quando o iPhone era novo e a palavra “influencer” ainda não existia. Desde então, os mineiros tornaram-se o símbolo por excelência da tenacidade dos trabalhadores, enfrentando não só um gigante corporativo, mas também a exaustão económica, um labirinto de processos legais e a trágica perda de mais de cinquenta dos seus colegas. Uma luta onde o inimigo não era apenas a contrapartida, mas o próprio tempo.

RelacionadoGoverno federal anuncia fim histórico da greve em Cananea

O acordo: Negociação ou milagre da paciência?

E como foi alcançado esse final de conto de fadas? Bem, com um Plano de Solução Abrangente que beneficiará mais de 650 mineiros e suas famílias. O acordo foi fruto – amadurecido lentamente, como um bom queijo – de negociações coletivas que envolveram o sindicato, o Governo Federal, as autoridades trabalhistas e o governo de Sonora. Perguntamo-nos o que demorou mais: resolver os pontos de conflito ou fazer com que todas as partes se sentassem à mesma mesa sem que alguém se levantasse indignado.

O movimento, iniciado na mina operada pelo colosso Grupo México, surgiu de reivindicações legítimas sobre condições de trabalho e segurança industrial. Durante quase duas décadas, a greve foi uma aula magistral de persistência, um lembrete constante e desconfortável de que por vezes a justiça laboral não é medida em dias, mas em anos. Os trabalhadores não lutaram apenas por um contrato; Eles lutaram por um princípio, fazendo da sua causa uma referência incontornável para o movimento operário mexicano.

Agora, com o acordo sobre a mesa, resta a reflexão. Valeram a pena esses 18 anos de desgaste? Para as famílias que passaram a vida em espera, a resposta é complexa. O acordo representa o encerramento, a reparação e, sobretudo, a possibilidade de virar a página de um dos capítulos mais longos e árduos da história das relações trabalhistas no país. É um triunfo da tenacidade sobre a inércia, da unidade sobre o desânimo. Um lembrete de que mesmo os conflitos mais enraizados podem encontrar uma solução quando a vontade de dialogar finalmente romper os escombros do desacordo.

Você está surpreso com esse resultado histórico? Compartilhe esta nota para dar visibilidade a uma das lutas trabalhistas mais emblemáticas do México e explore mais conteúdo sobre os direitos dos trabalhadores em nossa seção de notícias.

Comissão Permanente presta homenagem às vítimas das celebrações

O Congresso permanece em silêncio por quatro mortes nas comemorações pela vitória da Seleção Mexicana.

Homenagem no Congresso

A Comissão Permanente do Congresso da União dedicou um minuto de silêncio às quatro pessoas que perderam a vida durante as comemorações pela vitória da seleção mexicana de futebol masculino na Cidade do México.

Laura Itzel Castillo, presidente do Conselho de Administração, informou ao plenário que a Secretaria de Saúde da capital confirmou a morte de duas mulheres, de 19 e 48 anos, além de dois homens, de 30 e 44 anos.

Durante a sessão, recordou-se que o Governo da Cidade do México, chefiado por Clara Brugada Molina, ofereceu apoio institucional às famílias das vítimas e acompanhamento nos processos correspondentes.

O legislador pediu aos deputados que se levantassem pela homenagem póstuma. Ele expressou condolências aos enlutados e desejou-lhes rápida demissão diante da perda.

Ao final, Castillo também parabenizou a seleção mexicana pelo desempenho na Copa do Mundo FIFA 2026 e desejou sucesso nas próximas partidas do torneio.

Continuar lendo

T-MEC permanece em vigor até 2036 com revisões anuais, anuncia Ebrard

O acordo comercial permanecerá em vigor até 2036 com avaliações anuais.

T-MEC: validade e revisões anuais

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, confirmou que o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) permanecerá em vigor até 2036. O acordo foi acordado pelos três países durante reunião virtual no dia 1º de julho, conforme relatado na conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum.

Ebrard explicou que serão feitas revisões anuais do acordo. A primeira etapa formal terá início no dia 20 de julho, quando uma delegação dos Estados Unidos visitará o México. O responsável sublinhou que não está em discussão a validade do tratado, apenas a forma de avaliar o seu funcionamento.

As posições de cada país

O México e o Canadá propuseram estender a validade até 2042, com revisões a cada seis anos. No entanto, o governo dos EUA rejeitou essa opção. Preferiu manter o calendário atual acompanhado de avaliações anuais, devido à sua preocupação com o déficit comercial com as duas nações.

“O tratado permanece em vigor até 2036, conforme programado, e realizaremos uma revisão anual”, disse Ebrard.

Questões prioritárias e posição do México

Durante a reunião, a administração de Donald Trump expressou preocupação com o défice comercial. Portanto, procurará rever periodicamente questões específicas do acordo. Ebrard destacou que a prioridade do governo mexicano é preservar as atuais vantagens competitivas. Ele destacou que mais de 80% das exportações mexicanas para os Estados Unidos não pagam tarifas.

“A posição do México em relação ao grupo de países que comercializam com os Estados Unidos é a melhor”, sublinhou.

Entre as questões a serem abordadas nas revisões estão as tarifas impostas por Washington ao abrigo de outras disposições que não o T-MEC. Além disso, a produção regional será reforçada em sectores estratégicos como a indústria farmacêutica e os semicondutores. O objectivo é reduzir as importações de outras regiões e contribuir para a redução do défice comercial da América do Norte.

Ebrard descreveu a reunião como “muito cordial” e confiou que as revisões permitirão fortalecer o acordo sem modificar a sua essência ou a sua validade até 2036.

Continuar lendo

México reforça ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

O México adiciona 71,2 toneladas de ajuda à Venezuela após os terremotos.

O Governo do México continua a enviar ajuda humanitária à Venezuela depois dos terramotos registados naquele país. A Presidente Claudia Sheinbaum informou que foram mobilizados 250 elementos especializados, juntamente com 71,2 toneladas de alimentos, medicamentos e centrais eléctricas. Além disso, a Secretaria da Marinha prepara um navio com mais suprimentos.

Ações em território venezuelano

Sheinbaum explicou que no dia 2 de julho foram transportadas 28 toneladas de suprimentos – alimentos não perecíveis e medicamentos – em resposta ao pedido do governo venezuelano. Isso eleva o total para 71,2 toneladas. No dia 30 de junho, foram enviadas cinco usinas e 80 quilos de material da Cruz Vermelha. Na quarta-feira seguinte, mais três fábricas com sistemas de iluminação.

“No total, foram transportadas oito fábricas com torre de iluminação e painel solar, além de 80 quilos de material da Cruz Vermelha, em dois voos logísticos”, disse o presidente.

A equipa mexicana continua o seu trabalho em coordenação com as autoridades locais. Entre 26 de junho e 1º de julho, duas pessoas foram resgatadas com vida, 40 cadáveres foram recuperados e um cachorro foi resgatado. Foram também prestadas 1.411 consultas médicas e de primeiros socorros e entregues 13,1 toneladas de medicamentos.

O chefe do Executivo anunciou que o apoio vai continuar: “Será enviado, provavelmente amanhã, um navio da Marinha com a recolha que tem sido feita em diversos locais para continuar a apoiar a Venezuela”.

Continuar lendo