Quando o Canadá brinca “devagar e com segurança” com as baleias
O governo canadense, num ataque de consciência ecológica (ou talvez para limpar sua imagem depois de tantos memes sobre o óleo de bordo), decidiu que neste verão é hora de proteger as baleias francas do Atlântico Norte. Sim, aqueles que parecem saídos de um documentário da Netflix, mas estão mais perto da extinção do que seu relacionamento tóxico de 2018. Restam 370, o que os torna o “modelo mais recente” da natureza.
Migração, navios e drama oceânico
Essas baleias, que poderiam estrelar seu próprio reality show (“Da Flórida ao Canadá: A Trilha da Fome”), viajam do sudeste dos Estados Unidos para a Nova Inglaterra e Canadá para comer. Mas a estrada está cheia de perigos: barcos que os atingem como pinos de bowling e redes de pesca que os emaranham mais do que os cabos dos seus auscultadores. Há anos que grupos ambientalistas criticam ambos os governos pela sua lentidão, porque, sejamos honestos, a protecção das espécies parece avançar à velocidade de um procedimento burocrático.
Agora, o Canadá impõe restrições de velocidade obrigatórias para barcos com mais de 13 metros (sim, como uma zona escolar, mas para baleias). E embora pareça bom, questiona-se: por que não antes? Enquanto isso, os cientistas estão no modo “apocalipse dos cetáceos”: apenas 11 filhotes nasceram nesta temporada, quando precisam de pelo menos 50 para evitar que a espécie se torne uma memória.
EUA x Canadá: quem protege mais?
À medida que o Canadá acelera (ou literalmente abranda) os seus esforços, os EUA retiraram uma proposta para abrandar mais navios. A desculpa: “Não houve tempo antes da chegada de Trump.”. Clássico. A baleia franca, que já foi tão comum quanto as selfies na Times Square, quase desapareceu devido à caça comercial e agora luta para sobreviver entre a burocracia e as hélices.
Moral? Se as baleias tivessem Twitter, elas estariam twittando “#Save us” com fotos de navios passando em alta velocidade. Mas como eles não têm, cabe a nós espalhar o drama deles. Então compartilhe isso, porque até que tornemos o problema deles viral como um desafio do TikTok, ninguém levantará um dedo. E se você se interessou pelo assunto, explore mais sobre como ajudar (spoiler: não é só com curtidas).
#TeamBallenaFranca 🐋✊




