La Fernández: quando o despeito soa como mariachi (e vingança)
Camila Fernández não vem jogar. Com seu novo álbum La Fernández, a intérprete dá um tapa musical na regional mexicana e lembra que o rancor ainda é o esporte nacional (depois do futebol, claro). E sim, ela faz isso com mais estilo do que uma influenciadora na semana de moda.
O primeiro golpe baixo (ou alto, dependendo de como você vê) é “La Loca Era Yo”, uma balada ranchero que dói mais do que ver seu ex postando fotos com seu novo parceiro. Aqui, Camila canta para aquele cara que a tratava como se fosse um móvel da IKEA: fácil de montar, mas mais fácil de abandonar. A Universal Music o descreve como “um hino para aqueles que já foram fantasmas”, e não podemos deixar de pensar que é a trilha sonora perfeita para excluir números de telefone às 3 da manhã.
Do choro ao empoderamento (com troca de roupa incluída)
O vídeo é uma narrativa visual completa que nos leva de “Eu chorei tanto que até meus cílios postiços caíram” a “agora sou uma deusa vingativa que poderia estrelar ‘Kill Bill 3′”. Camila começa dirigindo um carro (uma metáfora para sua vida em chamas, obviamente) e acaba parada na frente da casa do homem, usando um vestido que grita “Eu sou seu carma, querido.” Spoiler: o mariachi que a acompanha deveria cobrar a mais pela terapia emocional.
Mas o álbum não para no drama. Também inclui joias como “My Eyes Get Tired of Crying” (quando o rancor evolui para “Eu não me importo, mas não tanto assim”) e “I Knew It”, uma confissão de amor tão intensa que até o charro mais machista derramaria uma lágrima… escondida com um espirro, é claro.
Enquanto isso, Camila continua na turnê De Rey A Rey, onde divide o palco com seu pai, Alejandro Fernández (sim, O Alejandro Fernández). E embora seu sobrenome já seja lenda, ela mostra que sua voz não precisa de nepotismo: ela comove mais que um meme de gatinho e tem uma presença de palco que até os artistas de abertura invejam.
Próximas paradas: Texas, Arizona, Nevada e Califórnia, onde certamente deixará mais de um de boca aberta (e muitos outros em busca de terapia). O plano? “Que ninguém fique sem sua dose de catarse ranchero”, ele diz nas entrelinhas.
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