Porque nada diz “festa popular” como um cavalo sangrando
Ah, os carnavais. Aqueles eventos onde alegria, cor e maustratos contra animais se unem num abraço tão caloroso quanto um procedimento burocrático. Desta vez, no pitoresco (e sarcasticamente folclórico) carnaval de Santiago Acahualtepec, Iztapalapa, um cavalo decidiu roubar a cena… embora não precisamente por sua elegância. O pobre animal desfilou com mais drama do que uma novela vespertina: focinho sangrando, passo cansado e uma expressão que gritava “ninguém vai fazer alguma coisa sério?”.
As autoridades, especialistas na arte de não ver o óbvio
Enquanto o equino realizava sua provação, a Brigada de Vigilância Animal (BVA) devia estar ocupada… procurando estacionamento? Porque, claro, que melhor altura para estar ausente do que quando um animal precisa de ajuda? Ativistas e vizinhos relataram o incidente nas redes sociais, mas as autoridades responderam com a mesma eficácia que um antivírus gratuito. Lucía Hernández, comunicadora científica, exigiu no X (antigo Twitter, para os nostálgicos) que o responsável fosse punido. Conseguirá alguma coisa? Apostamos que as probabilidades são as mesmas de encontrar um político honesto durante a época eleitoral.
Como se não bastasse, pediram que o cavalo fosse localizado para prestar cuidados veterinários. Porque, obviamente, um animal maltratado no meio de uma via pública é tão difícil de rastrear quanto um unicórnio em um shopping center. É claro que o governo do CDMX e o gabinete do prefeito de Iztapalapa se destacaram por sua ausência, demonstrando mais uma vez que sua supervisão é tão real quanto o monstro do Lago Ness.
Moral? Se você quiser maltratar um animal em público, faça isso durante um evento de massa. As chances de ser multado são menores do que as chances de ganhar na loteria… sem comprar bilhete.
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