Um ciclo lendário se encerra na Etihad
Bernardo Silva decidiu. O mágico português deixará o Manchester City no final desta campanha, pondo fim a um período histórico de nove anos. Não é qualquer um que sai: um dos pilares fundamentais da era mais gloriosa do clube é a saída.
Aos 31 anos, o seu registo fala por si: seis Premier Leagues, uma Liga dos Campeões e um total de 15 troféus importantes. 451 jogos com a camisa azul clara. Este ano, ele também usou a braçadeira de capitão.
“O que ganhamos e alcançamos juntos é um legado que sempre guardarei em meu coração,”
escreveu Bernardo em carta emocionada dirigida aos torcedores nesta quinta-feira. Palavras que vêm da alma, não de um manual de relações públicas.
Um adeus com sabor de glória
A sua saída não é a de um jogador cansado ou em declínio. Eles acabaram de erguer a Copa da Liga em Wembley no mês passado. E ainda pode fechar com chave de ouro: o City luta pela Premier e pela FA Cup.
O clube já anunciou que irá preparar “uma digna homenagem e despedida” para ele. Ele merece isso. O seu nome já está registado ao lado de lendas como Kompany, Agüero, David Silva ou De Bruyne.
“Resumindo, ele será justamente lembrado como um dos maiores jogadores do City e um dos mais populares de todos os tempos,”
o clube destacou em comunicado.
Em suas redes, Bernardo foi ainda mais pessoal:
“Quando cheguei, há 9 anos, estava perseguindo o sonho de um garotinho… Esta cidade e este clube me deram muito mais do que isso, muito mais do que eu poderia esperar.”
Agora é hora de sonhar novamente. Para ele, um novo desafio. Para o City, o enorme vazio deixado por um gênio irrepetível. O futebol inglês perde um dos seus artistas mais puros.




