Assassinato de ex-prefeito e ex-vereador em Veracruz choca o estado

A escuridão da noite escondeu um crime que abala o coração de Veracruz e abala o cenário político.

Uma noite que mudou tudo

A lua mal iluminava a estrada Santa Rosa-Actopan quando o destino, cruel e caprichoso, armou sua armadilha mortal. Esteban Alfonseca Salazar, que já governou o município de Actopan com mão firme, e seu leal ex-vereador, Edmundo Martínez Pérez, foram atingidos por uma saraivada de balas que apagaram suas vozes para sempre. A emboscada, executada com precisão militar perto da comunidade Plan de Higuera, deixou o asfalto tingido de vermelho e um silêncio que grita justiça.

O retorno que nunca acabou

Os relógios marcaram meia-noite de segunda-feira, quando os dois homens, figuras-chave na política de Veracruz, iniciaram a viagem de volta. Eles vieram de um evento de campanha a favor de Eduardo Utrera Carreto, o candidato do Morena que buscava herdar o bastião que Alfonseca defendeu anos atrás sob a sigla PRI. Aquela viagem noturna foi uma coincidência? Ou o preço de navegar nas águas turbulentas da lealdade partidária? Perguntas flutuam no ar como fantasmas.

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O crime não ceifou apenas duas vidas; rasgou o tecido social. Alfonseca, que em 2022 levantou a voz a favor de Rocío Nahle em sua disputa para governador, era mais do que um ex-prefeito: um pai, um amigo, um produtor radical cuja influência transcendia mesas e comícios. “Com muita dor perdemos hoje um grande amigo”, escreveu o subsecretário de Economia do estado, Eduardo Vega, com as mãos trêmulas, em uma postagem comovente que revelou a profundidade dos laços rompidos.

Um estado sob ataque

Veracruz, terra de manguezais e vulcões, luta há décadas contra a longa sombra da violência. Este duplo homicídio não é um acontecimento isolado; É o eco de uma guerra silenciosa onde objetivos e ambições se entrelaçam. Enquanto as autoridades recolhem os corpos ao amanhecer, correm rumores: acerto de contas? alerta político? A falta de respostas acende o rastilho da indignação.

O assassinato de Alfonseca e Martínez não lamenta apenas suas famílias; lança uma sombra sobre as eleições. Num estado onde mudar de partido pode ser um acto de fé… ou imprudência, este crime parece gritar que as regras do jogo estão escritas com sangue. Quem se atreverá a desafiar o status quo agora?

Compartilhe esta história! A violência em Veracruz não pode ser esquecida. Divulgue este relatório e explore mais conteúdos sobre os desafios da democracia no México. #JustiçaParaActopan

Reforma do Senado busca acolhimento seguro para migrantes deportados

A iniciativa do Morena propõe um protocolo claro para receber repatriados, especialmente menores.

Reforma da imigração no Senado

O Senado analisa uma proposta para garantir um acolhimento ordenado e seguro aos mexicanos repatriados dos Estados Unidos. A iniciativa – promovida pela senadora Olga Patricia Sosa (Morena) – busca evitar que milhares de pessoas, incluindo crianças e adolescentes, cheguem à fronteira em condições vulneráveis.

Segundo o texto, o Instituto Nacional de Migrações (INM) deverá emitir certificado de acolhimento e encaminhamento seguro ao receber repatriados, retornados ou estrangeiros readmitidos pelo México. O objetivo é estabelecer um protocolo claro que proteja o seu bem-estar.

A proposta surge num contexto de aumento dos fluxos migratórios. Os menores são o principal foco da medida, devido à sua especial vulnerabilidade. Com esta reforma, o Senado procura mitigar os riscos e garantir uma reintegração adequada no país.

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Jovem mexicano morre após ser atropelado em operação do ICE na Flórida

Homem mexicano com visto de trabalho é morto por um carro enquanto fugia do ICE em Orlando.

Morte em Orlando

Um mexicano de 28 anos, natural de Guanajuato, perdeu a vida após ser atropelado por um trailer em Orlando, Flórida, enquanto supostamente tentava se retirar de uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Juan Jairo Coronilla tornou-se uma nova figura na lista de mortes ligadas às ações de imigração dos EUA.

Os fatos

O incidente ocorreu na manhã do dia 14 de julho. Coronilla estava com três companheiros em um posto de gasolina quando, ao perceberem a presença de agentes do ICE, tentaram sair do local. Testemunhas indicaram que o jovem atravessou uma estrada, escorregou na grama molhada e foi atropelado por um caminhão da empresa Eggland’s Best.

A família alegou que Coronilla residia legalmente nos Estados Unidos com visto de trabalho. Sua esposa, Yezzika Alamilla, viajou para a Flórida para identificar o corpo e providenciar sua repatriação para o México. Ele era pai de dois filhos e, segundo seus entes queridos, uma pessoa trabalhadora e feliz.

Contexto das reivindicações

Desde o regresso de Donald Trump à presidência, pelo menos 17 mexicanos morreram em circunstâncias ligadas ao ICE. Perante esta tendência, o governo de Claudia Sheinbaum endureceu a sua postura diplomática e jurídica, apresentando queixas às autoridades norte-americanas e a organizações internacionais. A família de Coronilla exige que os fatos sejam esclarecidos e que recebam apoio para a repatriação de seus restos mortais.

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Morena avaliará a integridade de seus candidatos para 2026

Morena vai submeter mais de 20 mil candidatos a uma análise de integridade perante o INE.

Filtro de integridade para candidatos Morena

A dirigente nacional do Morena, Ariadna Montiel, anunciou que todos os candidatos do partido a cargos eleitos pelo voto popular para o Processo Eleitoral de 2026 serão avaliados pela Comissão de Verificação da Integridade das Candidaturas do INE. O objetivo é identificar riscos antes do registro formal.

Montiel explicou que a revisão abrangerá mais de 20 mil candidatos proprietários e suplentes. Morena fará uma primeira avaliação interna com informações públicas e pedirá apoio ao Gabinete de Segurança para verificar possíveis ligações com o crime organizado.

Além da relação com grupos criminosos, serão analisadas denúncias de violência política contra mulheres, violência de gênero e atos de corrupção. A intenção é ter um filtro prévio antes de setembro, quando começa o processo eleitoral.

Desta forma, os perfis que chegam ao INE cumprirão os critérios de integridade estabelecidos, garantiu o presidente nacional do Morena.

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